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"Você sabe o que eu quero dizer, não tá escrito nos outdoors. Por mais que a gente grite, o silêncio é sempre maior" (Engenheiros do Hawaii)
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Baixou o jurista

Meu tempo, quando está relativamente ocioso, se ocupa de coisas inúteis que eu posto no blog altamente relevantes. Passando os olhos por vários (único que eu li) portais de notícias, eis que encontro esta notícia:


Ráaaaaaaaaa, meu amigo, aí baixou o estudante de Direito. Lá fui eu procurar na nossa (?) velha (??) amiga (???) Constituição Federal, o artigo relativo à acumulação de cargos na Administração Pública. Acompanhe no detalhe:

Art. 37, XVI, CF: é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:

a) a de dois cargos de professor;

b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;

c) a de dois cargos privativos de médico;

d) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;

Então, disso eu concluí que não são só os profissionais de saúde que podem acumular cargos públicos (se bem que o Procurador-Geral do Estado fala de vencimentos, e quem sou eu pra discordar do que o homem fala?), e que o que o Secretário de Educação (municipal/estadual? Insira aqui outra opção) Washington Bonfim falou, significa que ...hã..., porque professores podem acumular contra(-?) cheques, desde que os dois sejam de professores.

Mas vão analisar caso a caso, seguindo a orientação do Procurador-Geral do Estado. Ainda bem...

P.S: Essa vai pra série "o que você tem a ver com isso, Jijandré?"


terça-feira, 28 de abril de 2009

Ih, choveu!

A chuva do instante de agora

Veio dotada de forças descomunais:

Com um sopro levou a árvore da vida

De um homem que não queria mais.

Pois é, pessoal, essas são algumas imagens dos estragos que a chuva causou ontem em Teresina. E eu, que estava na parada da UFPI? Ainda bem que peguei o ônibus - um dos últimos da noite - a tempo (sendo que ele passou umas 18:00). Mas não sem consequências (fiquei igual a um pinto molhado).

P.S: Legendas retiradas da primeira estrofe de uma poesia que eu fiz há tempos. Profética?

P.S.2: É, Tamiris, fez falta uma câmera. Essas aí não retrataram boa parte do aguaceiro que presenciamos.

P.S. 3: Foto 1: cidadeverde.com; Fotos 2, 3 e 4: 180graus.com

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sentimentos de um estrangeiro


FOTO NÃO DISPONÍVEL

Um lugar onde o centro comercial se concentra ao redor de uma praça; farmácias não são apenas farmácias, mas também são sorveterias e locadoras de DVDs; cervejas são servidas de trás pra frente (da mais quente pra mais gelada); celulares servem de despertador, agenda, relógio, menos como celulares (mas isso vai mudar, em breve); um lugar onde existem pessoas que, a despeito de lutarem pelo seu sustento, lutam também para desenvolver a cidade.

Esta é Simões do Piauí, sul profundo do Estado, onde passei uma boa semana. Lá, estava escrito na minha testa: "turista". Aquela sensação de ser observado o tempo todo era mania de perseguição constante.

Não sei se por preguiça (gastei muitas horas deitado num sofá onde, além de ver muita MTV, rascunhei este texto) ou introspecção (tímido de costume?), pouco interagi com os moradores (salvo uns coleguinhas pentelhos que tocavam o interfone pra encher o saco motherf.. aham).

Ainda assim, me senti tão bem, um interior sossegado do jeito que eu gosto. Bom para relaxar e refletir sobre a vida.

(Aqui, abro esses parênteses para agradecer à Dona Dorinha, que levava meu almoço. Muito gente boa. Obrigado e fecha parênteses).

Sim, eu fui tratado como um princeso. Mas não é bom a gente ir pra um lugar e ser bem tratado a pão-de-ló que nem jumento? Eu gosto. E gostei de Simões. Espero voltar.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O Homem Que Copiava

Como nada nesse mundo se cria, tudo se copia (aliás, uma das maiores angústias do homem pós-moderno é perceber que - quase - tudo já foi criado), peguei a idéia da Ceres de registrar as grandes personalidades do nosso Piauizão réi de guerra.

Aproveitando a época das eleições, resolvi postar (com moooito atraso, vale dizer) o nosso maior representante edilício (!) de todos os tempos: Armando (Armando, acreditem) Dias Teixeira, Vereador-Voto-Zero!

Vereador, eu?? Haha...hahahah...tadibrinks!
Foto: 45 Graus


Armando assumiu a câmara depois da cassação de Gildemar José Neto, vereador de Queimada Nova, interior do Piauí, mesmo sem ter recebido nenhum voto. Disse que não votou em si porque não acreditava que podia ganhar. Achei probo.

No Jornal O Dia, disseram que, em verdade, colocaram o agricultor para ser candidato já temendo que os outros edil-wannabe seriam cassados (será que eram honestos?), só para garantir que o Partido da República - PR - tivesse mais um representante na Câmara Municipal.

Mãass, como alegria de pobre dura pouco, o Tribunal Superior Eleitoral, em decisão proferida pelo Ministro Eros Grau (é Eros, E - R - O - S!!), cassou o mandato de Armando. Reassumiu o vereador Gildemar José Neto. Mas nosso homem do povo, agricultor intrépido, já teve seus 15 dias de fama no Brasil (saiu até na Revista Época dessa semana...).Piauíu-iu-iu-iu!!!!!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Só notinhas, sono tinhas, sono tinhazzzz....

- Engenheiros do Hawaii anunciam fim da banda. Vi aqui.

- Radiohead e Robert Plant disputam Prêmio Mercury 2008. Clique aqui, aqui ou aqui, e diga: qual a melhor foto de Thom Yorke?

- Anima Mundi destaca filme sobre filha de atriz pornô adotada por padre. Leia aqui e veja o trailer.

- Vendas de monografias são crimes comuns nas Universidades do Piauí. Veja a matéria aqui.

Prefiro comentar: pow, Enghawaii NÃAAAAAAAAOOO!!!! E eu nem aproveitei para ir vê-los no PIPOP, meldels! Virei fãn num dia desses, num desses encontros casuais, e agora eles vão sair do ar um tempo? Quanto tempo? Espero que um dia voltem. fiktorcida

Pouxamm, a Reuters fez apenas BREVE MENÇÃO ao ótimo The Age Of The Understatement, do The Last Shadow Puppets. Se bem que vai ser peleja travada (expressão de sapaténho bruno, all rights reserved) o The Last vencer o primor que é o "In Rainbows", do Radiohead. É pagar pra ver... (obs.: o link "sapaténho bruno" é do clipe de Standing Next To Me, do The Last Shadow).

Cara, preciso dizer que tenho uma propensão naturalista para gostar de filmes, livros e afins com temas esquisitões? Já aguardo encontrar, numa esquina dessas por aí, o DVD de "Princess".

Por fim... Abertamente, a venda de monografias é um crime. Nas intocas, entretanto, o que os olhos não vêem, a banca examinadora não sente... Mesmo sendo errado, depende da consciência de cada um saber se vai ou não se utilizar desse artifício para fechar com chave de fenda a graduação própria. Creio que eu não faria isso, e você?

P.S. 1: Ninguém que assume comprar, ou mesmo fazer, monografias, foi entrevistado.

P.S . 2: Repararam no didatismo de Nelson Juliano? Professor orientador é aquilo ali, viu, gente?

terça-feira, 24 de junho de 2008

Raízes e Tradições

Foto: Professora Caroline

Cena da Dança do Boi, em Piripiri: é preciso conservar as tradições

Confesso que não gosto muito das quadrilhas em festas juninas. Exatamente por isso, resolvi assistir, com todo o rigor crítico que a minha ignorância artística permite, às danças da Quadrilha Junina do Colégio Baurélio Mangabeira de Piripiri, ocorrida em 13 de junho de 2008.

Muito me chamou a atenção a Dança do Boi, cuja coreografia é elaborada pelo professor de dança Wagner Cardoso, e ensaiada pela professora e cantora Francisca Paiva, mais conhecida como "Tia Paiva". Traços Esparsos conversou com ela a respeito desta dança e sobre as festas juninas como um todo:

Traços Esparsos: Como a senhora vê a aceitação do público em relação às festas juninas?

Francisca Paiva: As festas juninas são bem aceitas em Piripiri. Tem sempre um bom público, especialmente a galera jovem, pois os conjuntos que animam as festas geralmente tocam o que agrada à turma, músicas tipo "Beber, Cair e Levantar". Entretanto, não existe preocupação com a beleza e a preservação do folclore, das músicas e das danças nordestinas. Veja a mentalidade: [os jovens] acham [as músicas folclóricas] antigas.

TE: Em uma dança como a que a senhora ensaiou (o Boi), marcada pela tradição, como fazer para introduzir algum elemento novo e de qualidade?

FP: Eu sou uma apaixonada por arte - por todas elas - e pelo folclore nordestino. Todos os anos, faço o possível para acompanhar o "Bumba-Meu-Boi" e me responsabilizar por ele. Pesquiso as músicas e faço um "pout-pourri" [mistura] dos vários ritmos e culturas do Boi do Brasil, e daí apresentamos ao público. Acho que festa junina tem que ter Boi, porque é o símbolo do folclore.

Acho que o elemento novo que deve ser introduzido é o tema: músicas com um bom recado. No Piauí, precisamos de CD´s das coisas, das tradições do Piauí, dos Bois; se existe algo assim, não conheço.

TE: A última música da apresentação, "Primatas", aborda, entre outros, um tema muito debatido atualmente: o desmatamento da Amazônia. Foi algo intencional ou a senhora escolheu essa música por causa da melodia? A senhora acredita ser possível - e mesmo válido - utilizar as manifestações artísticas como instrumento de conscientização política?

FP: Quando vou escolher uma música, escolho um ritmo bem dançante e que seja bom para a coreografia. No caso da música "Primatas", dos bois de Parintins, achei maravilhosa a letra, a melodia, os efeitos, tudo. A música fala da evolução, da criação, dos primatas, do homem primitivo, da descoberta do fogo, da flecha, dos rituais, das guerrras, das danças, das tribos.

Com certeza, acredito que as manifestações artísticas podem ser um "instrumento de conscientização política". Cabe, a quem estiver orientando [essas manifestações], fazer uma releitura do que vai ser mostrado.

Por exemplo: a história do Boi. Conta a lenda que a escrava Catirina, casada com o escravo Pai Francisco, estava grávida, e desejou comer a língua do boi do patrão. Pai Francisco matou o boi, e o patrão descobriu; por isso, o escravo foi preso. O animal ressuscitou depois das orações de um pajé e de rezadeiras. O Boi é festejado para lembrar esse milagre.

Isso faz a gente refletir sobre a fome no Brasil, a pobreza, a exploração dos pobres, e sobre como os pobres devem se organizar para conseguir seus direitos. Conhecer o valor que cada um tem nas organizações da sociedade.

TE: A senhora acha necessário haver algum tipo de mudança na forma como são apresentadas as danças juninas, ou a tradição ainda é capaz de atrair o público?

FP: O povo que não conserva suas tradições culturais é povo sem memória, sem história. Pode-se caprichar na indumentária, na alegoria temática, mas sem sair da tradição das danças: dança do coco, xaxado, quadrilhas, cavalo Piancó, e outras. Tudo que é bem feito o povo gosta. O povo gosta das festas juninas. Cabe a quem está organizando caprichar.

Destaco, aqui em Piripiri, o "Portal do Forró" [evento realizado nos dias 5, 6, 7 e 8 de junho deste ano]: todas as danças merecem parabéns. Todas folclóricas, as músicas no clima de São João do Nordeste. Um luxo nas indumentárias. Às vezes, algumas pessoas acham que as roupas das quadrilhas devem ser todas "esmolambadas". Mas o povo da roça, comumente associado a essas danças, gosta é de linho de xadrez. Nunca de andar remendado.

TE: O que a senhora acha da inserção de ritmos como o calipso, a salsa - ou outros - que, de certo modo, fogem aos estilos comumente apresentados nas festas juninas?

FP: Eu sempre reflito que, se for em um festival de danças, tudo pode, salsa, tango, valsa, samba, e outros. Se a Banda Calypso entrar no clima de São João, com as mazurcas [dança polaca], forrós como "Olha pro céu, meu amor" é bem-vinda! Não gosto é dos forrós do tipo das bandas da moda. Acho estranho e esquisito. Dou nota dez, por exemplo, para o "Mastruz com Leite", que regravou uma seqüência maravilhosa das músicas juninas.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Agendado por A Casa dos AVA, blogueiro resolve postar

Depois de saber, pelo blog do Afonso, quais os dias de cada banda nacional no Piauí Pop 2008, uma dúvida ficou na minha cabeça dele e eu resolvi tirá-la (a dúvida). Banduirá who?

Aí, encontrei site oficial, MySpace, Letras no Vagalume, Canal no Youtube, escutei algumas músicas, vi um vídeo da música de trabalho (Qual é o Nome Dela?), e a pergunta que não quer calar agora é outra: Banduirá why?

Mãaaas, pra evitar que digam por aí que eu sou um ouvinte-chato-´sculpaê-só-indie-rock-exclusive-me-sastifaz, destaco a música O Que Vim Buscar, cujo vídeo lhes apresento agora.



Tsá, o aúdil tá uma coisa horrível, mas deu pra ter uma noçãozinha, né?

Pop meloso, tradicional, nadadenovo. Segurem.

P.S: Ah, a banda é de Brasília e, segundo os textos promocionais do site deles, Banduirá ganha cada vez mais respeito no cenário do rock brasiliense, e seu primeiro álbum, "Seus Gritos e Também os Meus", é "algo além de um disco".

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Screaming for me, Theresina!


Segundo o Jornal Meio Norte de ontem, dia 21 de agosto de 2008 virá para Teresina, em única apresentação, um dos vários ex-vocalistas da banda de heavy metal britânica Iron Maiden: Blaze Bayley. O show será no Palco Noé Mendes, ao lado da Universidade Federal do Piauí.

De acordo com algumas fontes (nadinha, só a velha Wikipedia), a fase de Blaze no Iron Maiden foi uma das mais sombrias do grupo. Ele nos vocais agradou pouco aos fãs - já acostumados com o timbre melódico de Bruce Dickinson, que esteve fora da banda de 1994 a 1999 - e nesse período eles consguiram um feito: lançar um álbum que vendesse menos de um milhão de cópias, o Virtual XI, de 1998.

Praqueles fãs mais recentes, que leram esse post e ainda continuam sem saber quem é o cara, vejam esse vídeo de The Clansman, de 1998, em turnê da donzela pelo Brasil:


sábado, 24 de maio de 2008

Razões e Emoções


Não vou mentir, conheço pouco a obra de H.Dobal. E talvez não seja por conta da morte do poeta piauiense que irei começar a desvendar a literatura dele, pois acho errado dar valor à obra de alguém apenas quando ele não mais está entre nós. Mas confesso que fiquei particularmente tocado com o poema "Cantiga de Viver", publicado em impressos e portais do Piauí ontem. Por isso, decidi compartilhá-lo com vocês:

Cantiga de Viver

Sozinho na cama
um homem espera sua hora.
A inesperada hora de tantos.

A vida é uma cantiga triste
mais triste e à-toa que a das andorinhas
— Las oscuras golondrinas
tão mal vivida
tão mal ferida
tão mal cumprida.

A vida é uma cantiga alegre:
o primeiro sorriso de cada filho
e todos os microamores
que inutilizam
a vitória da morte.
H.Dobal (17/10/1927 - 22/05/2008)

Causar sensações: acho que essa é a função não só do poeta, mas de todo aquele que se expressa neste mundo. E em mim este poema de H.Dobal operou seu objetivo. Descanse em paz, mestre literato.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A Gente Se Encontra Lá?

Quem você conhece desta foto?

Gabriel, o Pensador, Natiruts, Vanessa da Mata e Monobloco. Com essas quatro atrações, o Piauí Pop 2008 fecha o seu quadro de bandas nacionais. Além deles, Paralamas do Sucesso e Titãs (em um único show), Engenheiros do Hawaii, O Rappa, Pitty e os estreantes NxZero, Almah e Ana Carolina integram o time de atrações do festival. O evento ocorre nos dias 4,5 e 6 de julho de 2008, no Jockey Clube de Teresina.

Essa foi a parte lead-imparcial pra não deixar ninguém sem entender que post é esse. Agora, Berenice, segura: o comentário vai comer.

Paralamas do Sucesso e Titãs chamam mais atenção pelo fato de estarem reunidos em um mesmo palco do que pelo repertório; a guitarra poderosa de Herbert Vianna e a empolgação dos demais "tiozinhos" do rock brasileiro (os de cima do palco e os da platéia), contudo, podem fazer a diferença.

O Rappa, embora tenha canções mais atraentes, carrega nas costas o peso de já ter vindo três vezes Piauí Pop - em 2004, 2006 e 2007 - além de não ter lançado nada de novo nesse período.

Pitty, por sua vez, se deixar de fazer um show apenas para si mesma - ela mal olha pros espectadores - tem chances com as "Pitty-girls" (aquelas menininhas de cabelo franjado com botas cano-longo, vestido preto e pinturas igualmente escuras e excessivas ao redor dos olhos) e o restante do público.

Engenheiros do Hawaii deve agradar os fãs se NÃO cantar apenas os hits de sempre e as "inéditas" de seu novo álbum, Novos Horizontes - que conta com várias regravações no repertório. Para o grosso da rapêizi, tocar "Pra Ser Sincero", "O Papa é Pop" e afins já está de bom tamanho.

Natiruts reggae power chegou, se vier com uma apresentação tão enérgica quanto a do ano passado - vi pela TV, mas a banda exalava positive vibes - vale bonitinho o ingresso da noite em que vier.

Agora, os inéditos: NxZero tinha que vir este ano, sob pena de ano que vem o estrondoso sucesso de Entre Razões e Emoções a Saída é Fazer Valer a Pena virar mais um dado para o quadro "Campeões de Audiência" deste blog.

Almah, além de ser da preferência do fã-organizador Marcus Peixoto (ele "votou" nesta banda pelo Orkut), é o projeto paralelo do atual vocalista do Angra, Eduardo Falaschi, o que vai atrair, sem sombra de dúvidas, a galera metal is the law.

Ana Carolina vende por si só: aclamadíssima por qualquer trabalho que produz atualmente, se fizer uma performance de metade do que se diz do seu DVD Multishow (tenho que ver), associada aos sucessos-novela-das-21 horas-da Globo, chama tanto o pessoal "Um Barzinho, Uma Mesa e Um Violão" quanto a negada que dá valor ao suíngue da gutural ruiva. Para Traços Esparsos, esse show será [TEMDEMSSIA TOTAU].

Gabriel, o Pensador, hoje, está, musicalmente falando, muito aquém da potencialidade de hits como "Melô do Vira-Lata" e "Loira Burra", mas pode empolgar-nos às massas com seus discursos contra-burgueses e frases-(sem)-(e)feit(o)as.

Monobloco pinta como a grande zebra das noites: apesar da propaganda de que eles fazem um show fantástico, talvez seja desconhecido desse blogueiro do grande público. Serjão Loroza saiu da banda, mas ainda assim dizem que os restantes podem garantir animassáo por 45 minutos. É esperar pra ver.(Este blogueiro já está, agorinha mesmo, baixando o CD do Monobloco para criticar melhor, ok?)

Por fim, a estrela (e a baba de Traços Esparsos caindo pelo canto da boca): Vanessa da Mata [TEMDEMSSIA TOTAU]. Apesar de não ser uma diva da música brasileira, ela conseguiu passar da fase covers (quando cantava Veja Bem, Preste Atenção, Essa é Nossa Canção), e da fase samba alternativo (quando cantava o hino dos MPB-indies Não Me Deixe Só), sendo hoje uma emplacadora de megahits como Ai, Ai, Ai Tomar Um Banho de Chuva e o transnacional sucesso Boa Sorte. Seu último álbum, Sim, figurou na relação de melhores de 2007 deste blog (grande vantagem).

Com muita fé nos organizadores, Vanessa e Ana Carolina vêm num mesmo dia, e eu posso vender meu passaporte pra curtir melhor a única noite que me interessa. E a gente, a gente se encontra lá, amigo leitor?

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Resumo da Primeira Avaliação de Tecnomídia

- Fotos boas não precisam de explicação.

- Fotos boas também não precisam de legenda (que é igualzinha à explicação, só que é diferente).

- Um bom fotógrafo deve tirar várias fotos de uma mesma coisa se quiser fazer uma foto excelente.

- Um bom fotógrafo sabe se utilizar de todos os efeitos de uma câmera; as poses que ele consegue são fruto de um olhar apurado sobre a realidade e um domínio incontestável sobre a máquina que ele utiliza.

NENHUM desses quatro itens foram respeitados ou sequer observados pelo blogueiro-aluno que ora vos fala. O tema escolhido para a prova foi "Olhar Digital Sobre Teresina". Acompanhem no detalhe:

Olhos Entreabertos

Deixa Que o Sol Te Veja

Eu sou o Lixo, eu sou o Luxo

Velocidade Máxima

A Revolta dos Pássaros - Parte 1

A Revolta dos Pássaros - Parte 2

A Revolta dos Pássaros - Parte 3

Ilusão de Ótica

Não percam, no Blog do Achylles (se ele criar...), essas e outras fotos, minhas e dos outros miguxos de Tecnomídia. Aguardem!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Ah, não, meo! Pãtz! Como esse mundo é injusto!

Aí, né, eu saio ontem de casa, todo feliz e contente e com dinheiro no bolso, doido pra assistir a um filme (nada, fui fazer compras...)no Riverside, quando chego lá tinha o seguinte comunicado:

"C O M U N I C A D O

Informamos que a última exibição de filmes nos Cinemas Riverside será no dia 25/02/2008. Agradecemos a todos os clientes que nos acompanharam durante todo esse tempo, são pessoas que consideramos muito.

Atenciosamente,

Movieplex Cinemas", ou coisa do tipo.

Jorge André fica meio ;_;


Pouxa, gente, a melhor (e mais barata) opção de cinemas B em Teresina, simplesmente, como uma luz do lanterninha, se apagou... *

Baluarte da filantropia cinematográfica da capital do Estado do Piauí, jaz morto diante da eternidade...

Fica a lembrança...


sábado, 23 de fevereiro de 2008

Lembro-me como se fosse amanhã...

Sábado nera pra ser dia de postes... mas tem certos momentos que atingem o inconsciente popular...
Zenti, tava eu indo fazer aquela social ma-ra-vi-lho-sa na casa dos parentes, quando eis que eu vejo a seguinte porta fora (outdoor, pros native speakers) lá na Barão de Castelo Branco, depois do D´Goes:


A palavra batráquia eu já conhecia...Mas será? Seria a última palavra em blogs do Brasil e do mundo? Cheguei em casa, acessei, olha o que veio...

Tipo, essa bala que matou o John Kennedy já esfriou faz tempo... Quer ver só? Mostra pra eles, sapaténho!

Quando se diz que informação é tudo, ninguém acredita...

O detalhe: nosso gênio anônimo gastou um outdoor inteiro pra todo mundo rever o que já foi visto...

domingo, 27 de janeiro de 2008

José Nogueira da Prefeitura de Timon na Meio Norte



- Sim, o nome do homem que inventou o Zé Pereira era José Nogueira (Meio Norte é cultura).

- Sim, eu vi isso depois de uma cochilada na rede até a madrugada.

- E a Meio Norte não é TV dos evangélicos? Pode expor a figura dos outros assim na Medina sem ser haram?


No Zé Pereira, póude!

- No chão, além do empurra-empurra, só mostraram gente feia (povo de Timon, eu sei que vocês tem gente bonita, viu? Eu coração vocês). Pensei que as bonitas estariam nos camarotes. Não, definitivamente elas NÃO estavam lá.

- As entrevistas foram um show de celebridades (?) altamente bêbadas felizes, com suas frases moucas e desconexas.

- Na boca (e nos gestos) dos filmados, a frase "eu coração" rules.

- Bomba! O É o Tchan! tem duas novas dançarinas morenas desde 2005 (segundo a mídia local)! E ainda existe!

- Pow, meo, o cantor de micareta tem que ser gentil com o público e com os patrocinadores. Não, ele não tem que ser mentiroso. "Nunca vi um pessoal mais animado" (by novo cantor do É o Tchan!). Nem ele acreditou...

- Frases para a posteridade:

"Timon é a Bahia" (by folião bebobos.. 1). Já é.

"Amanhã [hoje à noite], é um novo quadro, com novos personagens" (by folião bebobos.. 2). Se quiser.

Se alguém da Meio Norte ler isso aqui, é BRIN-CA-DEI-RA, meo. *medo de ser um futuro desempregado*

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Quem, quem , quem, a culpa é de quem?


O aquecimento global não é nossa culpa, é da sociedade, eu sei (quem somos nós pra causar um mal desses?).

A poluição não é nossa culpa, é do capitalismo e do Sistema (que ainda nem estreou e já causa esse rebu todo).

Agora, me digam: que crosta de aguapé é esta aí do lado que colocaram sobre o Rio Poti????? Whattahellisthis?

Vejo direto o povo nas paradas reclamando "Eita, mas Teresina tá quente!!!", "Que forno é esse, hem, pai?", e por aí vai. Mas será que estamos fazendo algo para amenizar isso (além de enricar o Paraíba com compra de ventiladores houston em 0+12 sem juros no carnê)? Será que pensamos verde a ponto de não contribuirmos para esse calor dos infernos? Não entendo de Biologia, mas acho que um tapete de algas desse sobre um rio afeta um pouquinho o meio ambiente, né (tipo, meio que esquenta o clima, né, meu?)?

Mas tem problema não. O Brasil é sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Isso é mais importante que falar em degradação ambiental (por que quê eu não postei nada sobre isso?). Do jeito que as coisas vão, quem sabe num rola um Lituânia X Emirados Árabes Unidos em pleno Poti?


sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Decifrar a terra, conhecer os segredos da terra: Um turista na FERAPI

Eita, que eu tava devendo esse texto há séculos. Já perdeu até a validade.... Mas antes tarde do que mais tarde, né?

Pensem em um evento legal que foi a FERAPI – Feira dos Produtos da Reforma Agrária e Comunidades Quilombolas do Piauí – ocorrido de 25 a 28 de setembro de 2007, na Praça Pedro II, no Centro de Teresina. Não tive conhecimento oportunidade de ir às outras edições, mas sei que essa IV edição valeu à pena. Pode parecer um lugar-comum, chavão mesmo, mas eventos assim servem para valorizar nosso Estado e evidenciar as coisas interessantes que há de se ver nessa terra.

Uma pena mesmo eu ter aparecido lá apenas no último dia. Mas ainda pude ver muita atração bacana, graças aos folders, informativos e textos para divulgação que eu descaradamente coletei gentilmente recebi das pessoas que expunham seus produtos. Os organizadores me pediram para ser um multiplicador do que eu vi lá, eis-me aqui, senhor.

Descobri o Assentamento Saco do Juazeiro, povo brigão das redondezas de São Miguel do Tapuio que reivindicou seu pedaço de terra e hoje produz sementes alimentícias no semi-árido piauiense; tive contato com gente da Paraíba, demonstrando as potencialidades do restante do solo nordestino para saciar a nossa fome. Aprendi sobre iniciativas de se aliar o uso econômico da natureza com a preservação ambiental, como a Reserva de extração marinha do Delta do Parnaíba. Mirei-me no exemplo da mulher Dona Flor, valente proprietária do imóvel Gameleira, em Piripiri, covardemente assassinada por jagunços de sua região, que deixou para mais de 35 famílias um chão para chamarem de deles e produzir o próprio sustento. Enfim, foi uma aula de Piauí como nunca.

Disso tudo, percebi que precisamos cada vez fiscalizar mais as atividades estatais e cobrar que delas advenham resultados efetivos. Muito já tem sido feito, como atesta uma FERAPI dessas, é verdade; mas cabe a nós, cidadãos comprometidos com o nosso povo, dar a nossa contribuição, seja prestigiando o nosso produtor rural, seja criticando as ações remendadas da Administração Pública, seja agindo em favor dos movimentos sociais; só não vale cruzar os braços e achar que tudo está como devia estar, ok?

Não tirei fotos, minha câmera não existe estava descarregada. O único suvenir que eu arranjei, devido à liseira escassez de recursos, foi um palito do espetinho de lingüiça de cabra defumada, produzido em Novo Oriente do Piauí, o qual eu degustei na companhia de uma boa dose de Mangueira ganha no papo magro oferecida como brinde na barraca que a vendia (melhor dizendo, estande). Di-li-ça pura!!!


Sites relacionados:

www.caatinga.org.br - Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não-Governamentais Alternativas

www.cptnac.com.br - Comissão Pastoral da Terra

www.projetodomhelder.gov.br - Projeto Dom Helder Câmara

www.ligaoperaria.org.br - Liga Operária

www.incra.gov.br – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária


Temas para pesquisa:

Projeto Uma Terra e Duas Águas

Educação no Campo

Resistência Camponesa

Pedagogia da Alternância

P.S: Comprovem a criatividade do piauiense para aproveitar as potencialidades alimentícias do nosso Estado com essa receita de Creme de Carne de Caju (peça sempre a ajuda de um adulto responsável para fazer, ok?)