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terça-feira, 1 de junho de 2010

Império em chamas







Sebastian Vettel (à esquerda, inferior) chama Webber de louco após batida (à direita, superior): Louco é quem diz


















A expressão carrancuda de Sebastian Vettel, após o treino de sábado para o GP da Turquia de 2010, denunciava que algo não estava bem em seu fim de semana (errou uma freada que lhe rendeu a terceira posição no grid. Culpou o carro). A performance de seu companheiro de equipe, Mark Webber, irretocável até então, certamente mexeu com a cabeça de Vettel.


Ele, que carrega no histórico de quatro anos e cinquenta corridas de Fórmula 1 uma vitória fantástica em uma equipe média-baixa (a STR), tinha tudo para ser o novo fenômeno da categoria. Talvez pretendesse seguir o caminho de Lewis Hamilton, que, já no primeiro ano, disputou o título mundial e, no segundo ano, levou o campeonato.


Infelizmente, não dispunha do suporte técnico e dos súditos do britânico da McLaren, e teve que tirar leite de pedra dos carros em que andou. Por isso, mereceu grande destaque.


Alguns comentaristas insistem que ele ainda tem muito que aprender. De fato: o erro grosseiro cometido a algumas voltas do fim do Grande Prêmio em Istambul Park não pode ser cometido por quem pretende disputar a temporada de F-1. Ainda mais do jeito que a tabela de classificação anda instável.


Webber se manteve na ponta com 93 pontos, mas se vê ameaçado pelos rivais Jenson Button (88) e Lewis Hamilton (84), o vencedor da corrida. Vettel, antes vice-líder, amarga a quinta posição (78 pontos) como consequência de sua manobra infantil.


As imagens são claras em mostrar que o erro de Webber foi se manter no seu traçado. Sebastian Vettel não quis simplesmente forçar uma ultrapassagem; queria que Webber o deixasse passar, pois o alemão atirou o carro na curva na tentativa de obrigar o companheiro de equipe a reduzir. Má ideia.


O australiano apenas se defendeu, pois o carro de Vettel não estava 100% à frente do seu. Praticamente ileso (fora a avaria no bico, que o obrigou a mais um pit-stop), ainda teve a chance de voltar à corrida e terminar em terceiro. Sebastian não pôde experimentar a mesma sorte: seu RBR ficou bastante avariado, e ele abandonou a prova com gestos de “louco” para Mark Webber. Loucura de quem? Ele já não é mais tão novato na categoria; erro censurável.


Aprendesse com Lewis Hamilton (e logo ele, tido como louco-mor da atual F1) e Jenson Button: voltas após o incidente, os dois travaram uma disputa limpa e emocionante pela primeira posição. Button deu sinais de que iria segurar a ponta depois de excelente manobra. Mas Lewis não se entregou tão fácil assim, e recuperou o lugar que herdou de Webber.


Que o campeonato está embolado já não é mais nenhuma novidade; que Webber perdeu uma grande oportunidade de fazer mais um bom resultado no início do ano que, a exemplo de Button em 2009, pode lhe render o título de 2010, incontestável. A RBR sofreu um leve arranhão na hegemonia da atual temporada. Infelizmente, causado por fogo amigo.


Se esse incidente desembocar em uma crise – como as trocas de acusações entre os dois pilotos anunciam - poderemos assistir à ruína do império, exatamente como ocorreu em 2007, na disputa interna de Hamilton e Fernando Alonso na McLaren. Pilotos excelentes, mas que, pelo desequilíbrio de um, afetaram toda uma escuderia. Na equipe chefiada por Christian Horner, porém, nem vai ser preciso uma denúncia de espionagem no meio do caminho.

domingo, 2 de agosto de 2009

O fim de uma procura

(Essa eu tinha que registrar no blog, no Orkut, onde quer que fosse. Só eu tenho noção do quanto essa busca me deixou inquieto).

Ontem de madrugada, acordei no meio da noite, e não consegui voltar a dormir. Culpa de uma leve indigestão, adquirida no aniversário de uma tia (e tome feijoada!). Zapeando os canais, resolvi parar no Altas Horas, e ouvi esta música de Túlio Dek, "O que se leva da vida":



Precisei dos primeiros quinze segundos de música para apurar o ouvido e perceber que conhecia aqueles acordes de algum lugar. Aumentei o volume. Eu conhecia mesmo! Era de uma daquelas músicas que você sabe que já ouviu naqueles programas estilo "Segredos de Amor", voltando pra casa a bordo de um Rodoviária Circular I, gosta muito, mas não sabe de quem é.

Foi no site de Túlio Dek que tive uma das revelações musicais que mais me perturbavam o juízo: pra mim, é muito chato gostar a lot de uma música, mas ter que esperar o acaso para ouvi-la. Isso acabou. Com você, Tracy Chapman, cantando Fast Car, de 1988!:



Fica a dica: a melhor versão é essa aqui, acústica.

Letra aqui, tradução aqui.

Pra minha surpresa, Tracy Chapman é uma mulher. Já ganhou Grammy e tudo. Essa música que eu postei é muito bonita, mas a mais conhecida dela certamente é Baby Can I Hold You:



Curios@ em saber mais? Acesse a wikipédia e o site oficial de Tracy Chapman.

sábado, 1 de agosto de 2009

Entressafra

Hamilton, o vencedor do GP da Hungria: evolução silenciosa.
Foto: globoesporte.com

A Fórmula 1 está de férias até a terceira semana de agosto, quando retorna com o Grande Prêmio da Europa, disputado em Valência, Espanha. O último GP antes do recesso, o da Hungria, deixa algumas impressões que podem definir o campeonato:

- A evolução silenciosa da Mclaren atingiu seu apogeu em Hungaroring, com a vitória de Lewis Hamilton. No entanto, o que a equipe conseguir de vantagens nessa temporada se deverá muito ao talento do piloto inglês, pois Heikki Kovalainen nem de longe acompanha o desempenho de Lewis.

- Por falar em evolução silenciosa, Nico Rosberg tem carregado a Williams nas costas em 2009: com atuações que o afastam do rótulo de "Príncipe da Sexta-Feira", ele já é o quarto colocado no campeonato, atrás apenas de Brawns e RBRs. Méritos somente dele.

- A Ferrari também ressuscitou. Apesar do acidente, Felipe Massa vinha num ritmo forte de treinos, que poderia se refletir em uma boa corrida. Kimi Raikkonen fez sua performance mais agressiva na temporada 2009, e chegou em segundo. Se mantiver o ritmo, uma vitória do finlandês ainda este ano não será surpreendente.

- Brawn e RBR são mesmo as grandes forças da temporada. A escuderia britânica, porém, mostra sinais de desgaste, e mesmo os "novos pacotes aerodinâmicos" (mudanças sutis que são implantadas a cada corrida) não fazem frente à superioridade da equipe das bebidas energéticas. Jenson Button realmente precisou daquele ponto usurpado de Rubens Barrichello na Alemanha, e, caso não reaja, verá outro "piloto de meia-idade", Mark Webber, ganhar o campeonato.

- Na RBR, Mark Webber confirma que a regularidade ainda serve para lutar por um título mundial. Menos ousado do que seu companheiro de equipe, Sebastian Vettel, ele percebe a superioridade momentânea do carro que tem em mãos, e faz bom uso disso. Chegou em terceiro na Hungria, e reduziu para 18,5 pontos a diferença em relação a Button.

- A BMW-Sauber anunciou que vai sair da F-1 em 2010. Os resultados na pista, entretanto, já indicavam a queda surpreendente da equipe. Heidfeld deve ir para a geladeira, e Kubica, para uma escuderia menor.

- Outra que deve seguir o mesmo caminho é a Toyota. Desde que entrou na Fórmula 1, nunca conseguiu resultados de destaque, e sempre trouxe pilotos inexpressivos, como Alan Mcnish, Cristiano da Matta e Timo Glock (que já ganhou a GP2, mas não obteve êxito em duas tentativas na F1).

Valencia e Spa-Francorchamps, as duas provas seguintes, têm estilos diferentes de pilotagem: a primeira é circuito de rua, travada (e bastante enfadonha); a outra, coloca os pilotos no limite da velocidade, e é uma das preferidas dos competidores. Quem se sair bem nesses GPs fica com grandes chances de levar a taça de campeão, como bem lembrou Reginaldo Leme, da Globo. Dia 23 de agosto essas previsões começam a ser testadas. Aguarde!

P.S: Michael Schumacher está de volta às pistas.Podem dizer que ele não vai ter essa foooooorça toda, mas depois de mais um retorno admirável de Ronaldinho Fenômeno, eu não duvido de nada...


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Leões e Cordeiros

Mark Webber, vencedor do GP da Alemanha: o dia da caça.
Foto: F1 Around

Durante a era Schumacher, a Fórmula 1 deixou de ser um esporte para se transformar em acordo de compadres. O domínio absoluto da Ferrari fez das outras equipes, coadjuvantes, e o único capaz de bater o alemão era seu companheiro de equipe, Rubens Barrichello. Infelizmente, a escuderia italiana nunca deu essa chance a Rubinho. No Grande Prêmio da Alemanha de 2009, em Nürburgring, mudaram alguns elementos, mas a história se repetiu. Para o bem da categoria, ainda existe a RBR para reacender a disputa, a rivalidade tão necessária para qualquer esporte.

Mark Webber venceu a prova de maneira incontestável. O australiano - apelidado ao longo da carreira de "leão de treinos", porque só conseguia se dar bem na classificação para as corridas - demonstrou uma garra surpreendente na Alemanha. Defendeu a primeira posição com agressividade, jogando o carro para cima de Rubinho (Brawn GP), logo na largada - e por isso foi punido com um drive through.

Ainda assim, valeu-se de uma pilotagem sem erros, de um RBR em constante desenvolvimento e de uma boa estratégia de pit stops para reassumir a liderança, alcançando o lugar mais alto do pódio. Irretocável.

Falando em leões, outro que teve uma performance brilhante foi Nico Rosberg, da Williams. O "príncipe da sexta-feira" (chamado assim devido aos bons resultados nos treinos livres de algumas provas na temporada) ganhou 11 posições ao longo do GP, terminando em quarto lugar. Felipe Massa também teve um desempenho admirável, colocando a Ferrari em terceiro, o primeiro pódio dele no ano.

A Brawn GP reuniu elementos suficientes para representar a ruptura com o modelo covarde da Ferrari de se fazer uma estratégia. De equipe quase extinta, com pilotos à beira do esquecimento, a Brawn passou a ser favorita ao título, bem distante dos rivais. Mesmo com a grande vantagem de Jenson Button para Rubinho, ambos tinham carros em iguais condições de brigar pelo campeonato, e logo viraram exemplos de competência e superação.

Porém, a equipe inglesa preferiu repetir as práticas condenáveis da "fase de ouro" da Ferrari - não por acaso, Ross Brawn também era o chefe da equipe italiana: o lobo da vez é Button, que deixou de ser o projeto de campeão simpático, para falar mais do que correr. Valeu-se abertamente da tática de Rubinho durante o treino oficial de sábado - ele esperou para ver como seria o desempenho do brasileiro na terceira parte da classificação - e do "jogo de equipes" de Ross.

Chegou em sexto, com uma atuação bastante inferior às que tem apresentado na temporada. O inglês soma 67 pontos, 21 a mais que o vice-líder, Sebastian Vettel - o alemão, aliás, chegou em segundo, com uma atuação discretíssima. Mas há muito campeonato pela frente.

Cordeiro mesmo, só Rubinho, bem melhor que Jenson nesse final de semana: a cautela o impediu de sair da corrida logo na primeira curva; a Brawn, porém, tratou de colocá-lo onde achava devido, como fiel escudeiro. Um erro durante seu pit stop, os pneus que não atingiram a temperatura ideal, e a troca forjada de posições entre ele e Button terminaram de manchar a participação da equipe em Nürburgring. O brasileiro chegou em sétimo, e caiu para quarto no campeonato.

Um ponto faz toda a diferença ao fim de uma temporada: Räikkonen, em 2007, e Hamilton, em 2008, mostraram isso. O finlandês até foi ajudado por Felipe quando ganhou seu título, mas fez por merecer, assim como Hamilton. Não pegou bem para a Brawn.

A RBR pode não ser o novo padrão de F-1, nem Sebastian Vettel ou Mark Webber exemplos de pilotos humildes - Webber, aliás, já pensa grande. E nem é isso que se espera deles. O que se quer é ver uma disputa honesta, com ambos tendo chances de vencer, e de ofuscar o domínio de uma equipe só. O espectador agradece.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Defeitos de fabricação

Vettel com o dedo cortado após o GP da China: o novo homem que corre sobre a chuva.
Foto: G1/ Getty Images

Pelo menos nos últimos dois anos, o Grande Prêmio da China tem marcado a Fórmula 1 como um dos mais enfadonhos. Em 2007, o abandono de Alonso e Hamilton, ambos da Mclaren - e lutando pelo título - foi o que houve de mais emocionante. Em 2008, as posições se mantiveram praticamente inalteradas, e quem assistiu pela televisão teve de fazer um grande esforço para não cochilar - no ocidente, por exemplo, a prova é exibida entre 2 e 4 horas da manhã. 2009 serviu para confirmar a tese de que o circuito não é mesmo uma grande atração.

A chuva serve para tornar as provas imprevisíveis e mais disputadas. Mas em excesso, pode ser um inconveniente. Por causa dela, as sete voltas iniciais contaram com a presença do safety car, frustrando a expectativa dos fãs que queriam curtir a apreensão da largada. Além disso, os pilotos se esforçaram bastante para não sair da pista escorregadia. Robert Kubica (BMW-Sauber), por exemplo, não conseguiu segurar o carro, provocando um acidente com Jarno Trulli, da Toyota.

Só o desempenho espetacular de Sebastian Vettel fez a corrida valer a pena. O alemão da RBR se mostrou impassível diante do aguaceiro, e guiou seu carro como se estivesse andando em pista seca. É a segunda vez que ele faz isso na breve carreira de 29 GPs - e a segunda vez em que vence.

O mais incrível é que até um piloto do nível de Rubens Barrichello - conhecido por ser um especialista na chuva - cometeu deslizes em asfalto molhado, mas Vettel pareceu nem se importar com esta adversidade. Nasce um novo homem que corre sobre a chuva, e a comparação com o brasileiro Ayrton Senna é inevitável.

Antes do julgamento de 14 de abril - em que a FIA deu parecer favorável ao uso de difusores nos carros da Fórmula 1 - algumas equipes, como Mclaren, Ferrari e BMW-Sauber, e pilotos como o bicampeão Fernando Alonso, reclamaram que a peça desigualava a competição, pois Brawn GP, Toyota e Williams estavam muito superiores ao restante das escuderias, graças ao equipamento. A RBR, que não usa difusor, além de ganhar com Vettel, ficou em segundo lugar com Mark Webber, fechando uma dobradinha histórica.

Jenson Button (Brawn) - que quase era tido como desempregado a poucos dias do início do campeonato - é o líder da competição, com 21 pontos, seis a mais que Rubinho, seu companheiro de equipe - e quase aposentado por alguns. Vettel, terceiro colocado da temporada, com 10 pontos - e ele deixou de ser promessa para figurar entre os grandes nomes do esporte - corre na RBR, antes intermediária, hoje grande na Fórmula 1.

Isso prova que, na atual fase da categoria, não é uma peça que define os rumos de tudo, e ser uma marca de peso já não ajuda tanto; é preciso esforço e competência para vencer.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Garotos, Interrompidos

Pilotos e equipes aguardando o reinício da prova: espetáculo pela metade.
Foto: G1


A chuva, a pouca luz e uma opção mercadológica inconveniente fizeram terminar precocemente uma das melhores corridas da Fórmula 1 de todos os tempos. Clareando: o horário escolhido para o Grande Prêmio da Malásia de 2009 (17h) favoreceu a redes de televisão de boa parte da Europa, mas também é o período no qual mais ocorrem chuvas em Sepang. Além disso, por ser fim de tarde, havia um grande risco de o GP terminar à noite, e o circuito não possui iluminação artificial.

Essa combinação poderia interferir no bom andamento da prova. E deu certo: com 33 voltas - e quase uma hora de paralisação - os comissários decidiram encerrar a segunda etapa do Campeonato 2009 de F-1.

Antes do fim, assistiu-se a um grandioso show: desde as excelentes largadas de Alonso (Renault), Barrichello (Brawn) e Rosberg (Williams) - este último assumiu a liderança já na primeira curva - passando pelo ziguezague do mesmo Alonso com Mark Webber (RBR), ambos alternando posições em uma disputa clássica, e fechando com uma nova ultrapassagem de Vettel (RBR) sobre a antes onipotente Mclaren de Hamilton (veja mini post a respeito).

Tivemos também o abandono instantâneo de Kovalainen (Mclaren), a quebra do apagado Kubica (BMW), e algumas derrapadas de pilotos reaprendendo a dirigir - entre eles o duas vezes mencionado Fernando Alonso, que, além de ter adoecido durante a semana, mostra algum desconforto com a nova estrutura dos carros.

Pouco depois da volta 18, a bela apresentação cedeu lugar à loteria: a previsão de chuva se confirmara. Os pilotos precisaram visitar os boxes com uma incômoda frequência, ora para colocar pneus de chuva forte - o que, no caso de Kimi Raikkönen, por exemplo, foi prejudicial - ora para usar pneus intermediários. O excesso de pit stops, no entanto, não se mostrou determinante para o resultado da prova; o momento de parar é que pesou.

Jenson Button (Brawn), o "vencedor" - nas condições em que a prova terminou - somou quatro paradas, contra apenas uma de Nick Heidfeld (BMW-Sauber), valendo dizer que Heidfeld foi exceção. Timo Glock (Toyota) ficou em terceiro, seguido por seu companheiro Jarno Trulli. Completando a pontuação: Barrichello, Webber, Hamilton e Rosberg.

Um detalhe curioso: como o GP terminou com menos de 75% do total de voltas - isso não ocorria desde 1991 - os pilotos receberam apenas metade dos pontos. Com isso, Button lidera o campeonato com duas vitórias e 15 pontos, tendo Rubinho na vice-liderança, com 10, Jarno Trulli (3°) com 8,5 , Timo Glock com 8, Nick Heidfeld e Fernando Alonso com 4, Rosberg com 3 e Sebastien Buemi (STR) com 2 pontos.

O GP da Malásia foi encerrado antes de apagarem as luzes. Mas deixou uma pequena mostra de quão surpreendente e disputada será a Temporada 2009 da Fórmula 1.

Deu Zebra

Maior Abandonado

Lewis Hamilton sofre as consequências de Ron Dennis ter saído da chefia da Mclaren. O carro está bastante inferior ao de 2008, há duas provas ele larga fora das 10 primeiras posições, e ainda recebe punições pelos deslizes cometidos. Como o "padrinho" faz falta...

De Malas Prontas?

Os atuais incidentes permitiram que setores da imprensa cogitassem a aposentadoria de Lewis. Uma "brincadeira" de 1° de abril colocava o piloto britânico na Brawn Mercedes. Talvez hoje ele queira que esse último fato vire verdade...

Marte Ataca?

Felipe Massa disse que "os carros da Brawn são de outro planeta". Pelo menos Toyota e Williams mostram que poem encarar a disputa com a equipe de Button e Barrichello. Estará a F-1 sendo invadida por alienígenas?

Fiel Escudeiro

Vale lembrar que, não por acaso, Brawn, Toyota e Williams são as três equipes acusadas de usar equipamento irregular - os tais difusores.

Interferências

Se o julgamento de Paris (dia 14 de abril) sobre o uso de difusores for favorável às três equipes mencionadas, é melhor Felipe Massa e a Ferrari perceberem que há pessoas vibrando em outras frequências na F-1. A escuderia italiana, ao subestimar os tempos da primeira rodada de classificações (Q1) para o GP da Malásia - fazendo Massa largar em 16° - parece acreditar que os resultados de 2008 permitem-na esnobar os rivais...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Quem vive de passado

Rubinho comemora a dobradinha com Button: começo novinho em folha.
No mundo dos esportes, é comum alguns competidores assistirem a vídeos de performances dos adversários, para estudarem posturas, estratégias, e adaptarem sua atuação com base na dos outros. No Grande Prêmio da Austrália - o primeiro da temporada 2009 de Fórmula 1 - os pilotos deram a impressão de ter assistido a si mesmos, em busca de inspiração - ou aprendizado.

Desde 2004, a Williams deixou de figurar entre as grandes equipes. A quinta colocação de Nico Rosberg na largada - ele, que desde sua estreia em 2006, é uma promessa não-vingada - atraiu mais uma vez os holofotes para a escuderia britânica. O alemão chegou em sexto, mas parece ter algo para mostrar ainda esse ano - a exemplo de 2008.

No século XXI - e bem antes dele - a Mclaren sempre figurou como uma das grandes forças da Fórmula 1. Surpreendentemente, o novo carro da equipe se mostra mal nascido. Ainda assim, não é um monstro sem jeito. Muito graças a Lewis Hamilton - e sua sorte aliada ao talento. O atual campeão, largando em 18°, provou que 2008 lhe serve de parâmetro: chegou em 4° lugar, e herdou a terceira posição de Jarno Trulli, punido.

Para a Ferrari, lembrar de 2008 serviu para dividir os pilotos: Kimi Raikkönen vencera na mesma Austrália, e Felipe Massa abandonara. Kimi queria resgatar os sucessos; Massa, esquecer o fracasso. Não deu: ambos deixaram de completar a corrida.

Robert Kubica marcou presença na F-1 graças à regularidade e aos bons resultados, não pelo arrojo. Quando decidiu ousar, escolheu o momento errado: a 3 voltas do fim da prova, em terceiro - e bem mais rápido que Sebastian Vettel, o segundo - Kubica tentou uma ultrapassagem de risco. Resultado: Vettel deixou o carro espalhar na curva, e os dois perderam a chance de começar bem na luta pelo título. Mas restam 16 provas.

Para Rubens Barrichello e Jenson Button - da estreante-não-tão-nova Brawn Mercedes - recorrer à história foi bastante proveitoso. Haja estatísticas: 2004, última melhor posição de largada de Rubinho, o mesmo segundo lugar; 1999, última vez em que o brasileiro teve nas mãos um carro branco bom o suficiente para dar espetáculos; 2006, única vitória de Button na F-1, no GP da Hungria.

A Brawn também ganhou com isso: 1954, última vez em que uma equipe estreante - e de motor Mercedes - fez a dobradinha em um GP. Vitória de Button, com Barrichello em segundo - mesmo com péssima largada e problemas ao longo da prova.

A Brown tem 18 pontos, 12 a mais que a Mclaren, a vice-líder. Resultados impensáveis para a F-1 de 2008. Mas, como dissemos, a temporada anterior serviu de parâmetro para alguns. Outros querem redesenhar a história da categoria com tintas diferentes.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Curioso Caso de Andy Milonakis


Fala a verdade: não parece com o Faustão?

Imagine ter 33 anos e um corpo e uma voz de um adolescente de 15 anos ou menos. O americano com descendência grega Andy Milonakis não precisa imaginar. Portador de uma insuficiência hormonal congênita, o humorista da MTV faz disso um meio de vida, e não um motivo de pena.

Eu pensava que ele era um pirralho gringo que fazia piadas para encher o saco, altamente sem graça. Mas não é só isso. Andy também é rapper e, com o dinheiro que recebe, mantém uma fundação que criou para ajudar pessoas portadoras de sua mesma disfunção. Além disso, doa dinheiro à Fundação Ronald Mcdonald.

Agora, vamos ao motivo do post: apesar do exemplo de vida, o programa é péssimo. Eu, que gosto de coisas bizarras e trash, não senti vergonha alheia. Senti um desconforto muito grande. As esquetes que ele produz, quando não beiram ao altamente sem graça, são desrespeitosas e humilhantes. 

Em uma das cenas, ele brinca com a comida enquanto o entregador assiste a tudo, claramente chateado com a situação. Aliás, é isso que ele faz de melhor.

É muito bom ver pessoas como ele com essa preocupação com a sociedade, e acho legal que programas assim tenham sucesso, se é por uma boa causa. Mas fiquei com a dúvida: quem dá audiência àquilo? Não entendo como a MTV consegue abrigar em sua grade programas tão bons quanto os do Marcelo Adnet, e importa uma coisa tão ruim como é O Show de Andy Milonakis. 

Uma amostra de Andy Milonakis:






sábado, 7 de fevereiro de 2009

Coisas que descobri assistindo à MTV

Todo mundo descobriu alguma coisa com alguma coisa que fez. Eu não podia ser diferente, então lá vai. Olha o que resultou da minha experiência com a MTV:

 - Como amar e odiar uma música em uma semana (Hot´n´Cold, Katy Perry).

 - Como odiar ainda mais uma música em uma semana (Ainda Gosto Dela, Skank).

- Como uma sequência de músicas podem me fazer viajar para um tempo bom (Raimundos³, Blink 182>Nirvana>Bon Jovi).

 - Como ter vontade de ler Crepúsculo só de ouvir a música-tema do filme (Paramore - Decode).

 - Altas doses de NX Zero deixaram a dúvida: será que eu sou emo e não sei?

 - Mais ainda: NX Zero é ruim porque é emo, sofre preconceito ou é o som que não presta e eu não sei? Porque pra mim eles são uns singlemakers, mas o álbum todo....é fraco.

 - Preciso revisitar meu Myspace. The Twelves não estão facilmente localizáveis no Orkut.

 - Penélope Nova: apesar da gritaria, gostei da espontaneidade (excessiva) e do jeito dinâmico de apresentar.

 - Decadence avec ellegance: Lobão é apresentador da eme tê vê (e não êm tí ví).

 - João Gordo e Ratinho: separados por uma briga com Dado Dolabella. Ambos péssimos.

 - Mallu Magalhães está prestes a se tornar a estrela mais onipotente, onipresente, onisciente e Ônix Jeans do pop brasileiro. Dois programas com ela em uma semana?

 - Em uma semana, MTV manipulou meu cérebro (sinto saudades snif snif).


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

História de perna longa

Uma das maiores pendengas e querelas metodológicas ocupa a mente de gente que nem eu que não tem o que fazer e vai assistir ao Vídeo Show, com seu quadro Video Gamevários internautas recentemente. Blogs, Yahoo! Respostas, até o Twitter, todos se incomodaram com isso. Assistindo ao quadro Video Game, do Video Show, reparamos que ao final do programa aparece a seguinte mensagem:

"ESCLARECIMENTO: A música 'O Coelhinho' é de autoria de Duhilia Frazão Guimarães Madeira".

Primeiro, eu pensei que se tratava de uma piadinha nonsense, bem ao estilo cult, experimental e pseudo-intelectual. Depois, vendo alguns debates, comecei a pensar que foi uma punição que a Globo recebeu depois de ter perdido um processo judicial, pelo uso indevido da música. O fato é que a maior ? que ficou foi: qualé a músicam, oÊ?

Youtube é uma mãe na roda, mesmo. Ó cá:



Se não deu pra entender esse vídeo (eu mesmo não entendi) tentem ouvir a música nesse endereço aqui ("O Coelhinho 2").

Muita coisa pra fazer da vida mesmo, ein, seu Jandré?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Algumas considerações de quem ainda não viu o Caminho das Índias

- Márcio Garcia é mocinho. Acho tosco, porque ele é melhor ao estilo michê em Celebridade do que mocinho. Nasceu pra ser mau.

- Letícia Sabatella é vilã. Tenho raiva, porque ela vai fazer o pior tipo de vilã: a sonsa.

- Alexandre Borges sem escrúpulos? Essa eu pago pra ver.

- José de Abreu é um ator do tipo mim usa mim abusa. Que visual é esse?

- Juliana Paes tem tudo pra fugir do estereótipo sou-atriz-porque-tenho-bunda-e-peito. Ou não.

- Tony Ramos cheio de preconceitos acoplados? Podia ser um vilão, mas vai ser só um chato mesmo.

- Quero ouvir Chayya Chayya Bollywood Joint na trilha sonora.

- Tão querendo emplacar o Rodrigo Lombardi como projeto de ora vilão, ora mocinho na Globo, que nem fizeram com o gracénha do Carmo Malla Vecchia. Senão vejamos.

- Mim segura que o Caio Bleargh tá nessa novela? Ser ator é, antes de tudo, uma política. Quem lembra da polêmica dele com o Manoel Carlos?(tá, é a Glória Perez que tá escrevendo essa, mas eu pensei que, cult, experimental e pseudo-intelectual do jeito que ele posa, ia se revoltar com as novelas/noveleir@s de um modo geral)

Férias tão chegando preu acompanhar essa nova TEMDEMSIA da grade global. Que, ao que tudo indica, vai levar Slumdog Millionaire junto.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Frankenstein Júnior

Sábado assisti no Altas Horas, pela primeira vez, a uma apresentação da banda Nove Mil Anjos. Foi tosco. Não sei que influências aqueles caras têm, mas certamente não são das melhores.

Individualmente, a gente percebe que cada um deles têm uma coisa legal pra mostrar. Champignon, ex-Charlie Brown Jr., é um dos melhores baixistas do Brasil, na minha opinião. Júnior Lima - sim, ele tem existência independente - se mostra um baterista competente e empolgado - mas duvide de uma banda em que o baterista quer aparecer mais do que o restante.

Peri Carpigiani, o vocalista, ex-Fuga-who, dá vergonha alheia com suas performances, mas talvez até segure as pontas. O tal do Peu, ex-Pitty, tinha umas tiradas bacanas como guitarrista da cantora baiana.

Agora, junte todos esses pedaços em Nove Mil Anjos, e o resultado é o monstro que você confere nesses dois vídeos:


Visionário:



Chuva Agora:



Alguém reparou na cara do integrante do Sr. Chinarro, outra banda que tava lá, nesse último vídeo?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Evidente?

Eu também, Regina, eu também... >.<

- Em 1° de outubro de 2001 (menos de um mês depois dos ataques do 11 de setembro), Glória Perez lançou O Clone, tratando do mundo muçulmano (tá, quem atacou os EUA foram os afegãos, e a novela falava de marroquinos, africanos, mas até aqui muito pouco se havia falado do mundo muçulmano no ocidente).

Pouco tempo depois, no mundo só se falava dos muçulmanos, com foco no Oriente Médio, e livros como O Caçador de Pipas e O Livreiro de Cabul foram sucesso mundial de vendas.

- Em 14 de março de 2005, veio América. A novela retratava, entre outras coisas, a questão da imigração ilegal nos Estados Unidos, como era a vida dos imigrantes nos EUA, e tal e tal.

No mesmo ano, papocou no mundo o filme Crash!No Limite, vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2006, que retratava, entre outras coisas, a questão da imigração ilegal nos EUA, como era a vida dos imigrantes nos EUA, e tal e tal.

- Agora, vem aí Caminho das Índias, que estréia dia 19 de janeiro de 2009, falando - ó, gênio, descobri sozinho - sobre o mundo indiano, país de detergente a emergente, como o Brasil.

Hoje, um fenômeno de vendas é o indiano Salman Rushdie (mentira, foi só porque eu conheci outro dia. Faz é tempo que ele rola no mundo XD), autor de livros como "Shalimar, o equilibrista" (?).

E Slumdog Millionaire - ainda sem tradução para o português? - venceu o Globo de Ouro de 2009, com boas chances de vencer o Oscar, retratando a vida de um jovem indiano.

Tenho medo da Glória Perez. Tará ela ligada no que é TEMDEMSIA TOTAU do mundo? Disseram o Afonso por aí, segundo a Rosa (não numa página que todo mundo possa acessar... cof cof tenho twitter) que Caminho das Índias e Slumdog são o hype de 2009, o que quer que isso signifique (muito bacana esse link-explicativo, confira).

sábado, 10 de janeiro de 2009

Na Terra Das Letrinhas

Eu fiz um projeto pra mim mesmo de assistir mais à TV Brasil (cult soo cult). Até agora, não me arrependi. Ontem à tarde, até a programação infantil foi show. Primeiro, o curta "Que Horas São?" Mas o que me chamou a atenção mesmo foi o desenho "Na Terra das Letrinhas". Acompanhe:



Esse não foi beeeem ao que eu assisti, mas deu pra ter uma noção. Achei uma sacada muito massa essa de colocar as palavras no lugar dos objetos que representam. Bem ao estilo Saussure (tow dizendo que tou virando cult...).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Marcas do que se é

Bomba! Há matérias pagas no jornalismo piauiense! Tá, isso não tem nada de novo, obedece aos critérios financeiros-mercadológicos de cada empresa, é normal e até aceitável em alguns segmentos. Certo. Mas se valer disso pra deixar o espectador menos informado é mólecagem.

Estava eu assistindo ao Piauí TV Primeira Edição de Sábado, 03 de janeiro de 2009, aí vem uma inocente chamada: "Cinema e locadoras são opções de lazer pras férias em Teresina". Ok. Aí, em determinado ponto, vem a seguinte fala: "NOS CINEMAS DE TERESINA, o filme mais procurado é o argentino (chama espanhol, disse a Rosa) REC, um suspense envolvente. Além dele, estão em cartaz os filmes Calouros em Apuros, Jogos Mortais V e 007 - Quantum of Solace". 

E o que foi aquela fila de gente que eu vi para assistirem a Crepúsculo? Figuração para propaganda? Dizer que "neste cinema de Teresina o filme mais procurado" seria bem mais adequado. Mas não. Como ninguém ia atrás disso mesmo, foi mais fácil vender essa idéia. Só não me senti desinformado porque sabia do que se passava. Outras fontes de informação se fazem necessárias. (nossa, que exagero por causa de uma inocente matéria, não é verdade?). E tenho dito. 2009 já me chega com uma dessas...o ano promete.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Encontros e Despedidas

Ontem eu tanto quis assistir a filmes. Consegui. Dois de uma vez só, e na Globo. Sobrevivendo ao Natal é tão leve, tão direto, tão envolvente, tão legal! Mas não vim aqui falar dele. Vim falar de um filme que me deixou realmente angustiado (tive que sair da sala algumas vezes, fiquei meio nauseado com algumas cenas): Coisas Belas e Sujas.


O filme, do diretor Stephen Frears (o mesmo de A Rainha) aborda questões como imigração ilegal e tráfico de órgãos na Inglaterra. Na história, Okwe (Chiwetel Ejiofor, de O Plano Perfeito) é um médico nigeriano que trabalha como taxista e recepcionista do Baltic Hotel, em Londres. Ele se envolve com Senay (Audrey Tautou, de Amélie Poulain, mostrando ser uma atriz bastante versátil), uma turca que é camareira no hotel. Eles se atraem por ter um ponto em comum: a esperança de sair daquele país que tanto os hostiliza.

Ao encontrar um coração humano em um vaso de um dos quartos do Baltic, Okwe se vê envolvido numa investigação para desmanchar o esquema de um traficante de órgãos sem escrúpulos (como se pudesse haver um traficante de órgãos com escrúpulos), que troca um rim por um passaporte, uma esperança de fuga para os imigrantes ilegais.

Na projeção, Frears nos mostra o cotidiano de pessoas que saem de seus países em busca de algo melhor, e se vêem metidas em situações constrangedoras para sobreviver. Humilhação, péssimos empregos são a realidade de muitos deles. Outros, mais adaptados ao "habitus" do local , fazem coisas inacreditáveis - como traficar órgãos - em busca de uma "vida boa".

Lembrei-me da palestra que assisti de Marcos Uchôa - também um estrangeiro na terra da rainha Elizabeth, mas vivendo em excelentes condições - quando ele falou da precariedade dos hospitais britânicos, cujas condições de higiene, disse o jornalista, são péssimas. Uchôa atribuiu à terceirização dos serviços de limpeza - feitos por imigrantes - as precárias condições sanitárias dos hospitais.

Coisas Belas e Sujas, mesmo carregando um pouco nas tintas - razão do meu mal-estar - apresenta um lado do mundo que a gente pode até fingir que não existe, mas está lá, todos os dias, atingindo milhares de pessoas. Para reflexão.

domingo, 19 de outubro de 2008

A Hora do Acerto

Hamilton mostra seu troféu "made in China" para Raikkonen: em 2008, saldo positivo para o inglês.
Foto: Motorsport/ Lígia

O Grande Prêmio da China de Fórmula 1 ocorreu em clima de balanço geral da temporada. Embora ainda haja o GP do Brasil, daqui a duas semanas, e a disputa pelo título esteja em aberto, os quatro pilotos que figuraram como aspirantes a campeão mundial já são dignos de análise.

Robert Kubica não teve carro nem a competência necessária para se mostrar um forte candidato ao título, mesmo tendo liderado a temporada por uma prova. A discrição, sua marca em 2008, tanto lhe rendeu excelentes performances quanto atuações apagadas. Ele foi o sexto colocado em Shanghai.

De positivo para Kubica esse ano, só o fato de perceber que a BMW-Sauber já é uma das potências da F-1, e, se melhorar o carro, pode incomodar ainda mais as gigantes Ferrari e Mclaren, ao menos na briga pelo mundial de construtores.

Kimi Raikkonen foi tão prejudicado quanto Felipe Massa pela Ferrari. Mas esse fato, por si só, não justifica o 2008 fraquíssimo do atual campeão. Até o Grande Prêmio da França, podíamos dizer que ele tinha chances reais de alcançar o bicampeonato. Depois disso, ele não demonstrou ânimo suficiente - salvo uma boa corrida aqui, outra acolá - para concorrer com os rivais em pé de igualdade. Que em 2009 ele se reencontre com a vontade de vencer.

Os deslizes da Ferrari com o brasileiro Felipe Massa, a despeito dos ocorridos com Kimi, se deram em momentos cruciais - Cingapura que o diga. Mas o piloto também cometeu suas falhas - basta lembrar da rodada na Malásia e do "balé aquático" em Silverstone. Embora fazendo uma temporada em muito superior à de 2007, Felipe precisa que aconteça um imprevisto com Lewis Hamilton para se sagrar campeão este ano.

Não que Lewis não seja capaz de repetir as trapalhadas do ano passado; mas, em 2008, ele parece menos disposto a deixar o título fugir. Além do que, só pela temporada feita, Hamilton já pode ser considerado um exemplo de superação.

O piloto da Mclaren tinha tudo para fazer um campeonato morno: a frustração de perder um título quase ganho, associado ao escândalo de espionagem envolvendo a equipe britânica, eram mais que o bastante para colocá-lo em posição de coadjuvante.

Porém, ele é abusado - beirando à falta de ética desportiva e à arrogância, frise-se. Mesmo em corridas favoráveis, em tese, à Ferrari - como a China, por exemplo - a Mclaren sempre teve um "algo a mais" para igualar, às vezes até vencer, a disputa.

Não apenas isso: a equipe prateada dispôs de Lewis como trunfo: as boas corridas (Monza é exemplo clássico), as sortes, tudo colaborou. Resultado: apesar de barbeiragens antológicas, como acertar a traseira de Raikkonen no Canadá, ele foi o piloto mais regular dentre aqueles que brigaram pelo título.

O campeonato ainda não acabou, dissemos anteriormente. Mas o passeio de Lewis na China - pole position, vitória de ponta a ponta e volta mais rápida - mostrou que ele amadureceu, e deseja de fato conquistar o título mundial. Todos foram cautelosos em Shanghai - nada de sobressaltos na largada, nem ao longo da corrida.

No entanto, apenas Lewis tinha a vantagem de 5 pontos - agora 7 - para o segundo colocado da temporada, Felipe Massa. E soube jogar com essa condição favorável. No balanço de 2008, o saldo de Lewis, restando um último ato, é positivo.

sábado, 18 de outubro de 2008

O meu sangue ferve por você

Lewis comemora a pole position: um passo à frente na luta pelo título.
Foto: G1/Reuters

Bom, hoje amanheci com as veias em estado de ebulição. Não, não aderi às drogas injetáveis. O motivo da rosa era outro. Simplesmente escolhi a terceira opção de ontem, dormir como se nada estivesse acontecendo e PERDER o treino oficial que definiu o grid de largada para o Grande Prêmio da China.
O mais dramático é que eu acordei a 20 minutos da season, mas simplesmente dormi de novo. Como esse post não era pra falar de mim, vamos ao que interessa. Lewis Hamilton foi pole, a exemplo do ano passado, com 1.36.303, seguido por Kimi Raikkonen (ponto pra Lígia) e Felipe Massa. Fernando Alonso foi o quarto, Kovalainen o quinto, e o candidato a azarão, Robert Kubica, apenas o décimo primeiro. Vale dizer que Hamilton errou na primeira volta realizada no Q3.
Amigos do blogueiro, uni-vos: vale toque, mensagem, sinal de fumaça, qualquer coisa: NÃO ME DEIXEM PERDER ESTA CORRIDA! A largada promete ser emocionante. Hoje, às 5 horas pro resto do Brasil, e às 4 horas pra nós (será mesmo?). Em todo caso, 3 e 55 da manhã já espero estar devidamente acordado, e, desta vez, de olhos bem abertos. Boa corrida!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Na madrugada a vitrola rolando um blues...

Hamilton fora da pista em 2007: vai ter dèja vù ou o inglês aprendeu a ser campeão?
Foto: G1/ Reuters

Bom, galera da Fórmula 1, amanhã, às três horas da matina, tem Treino Oficial para o Grande Prêmio da China. Como fazer? Dormir mais tarde, acordar mais cedo ou dormir como se nada estivesse para acontecer? Eu vou já pra cama, acordar cedinho...

Lewis já vem dando susto, foi o mais rápido nos treinos livres. Foi pole ano passado, e espera repetir o feito. Só não deseja ser igual em relação aos deslizes da corrida de 2007.

Já Felipe, ao menos em treinos, não tem a seu favor o retrospecto da Ferrari. A escuderia italiana conseguiu apenas uma pole position em cinco edições do GP, a de Rubens Barrichello em 2004.

Em compensação, venceu três vezes, uma com o próprio Rubinho, no mesmo ano em que foi o primeiro do grid, outra com Schumacher, em 2006, e a mais recente com Kimi Raikkonen, na arrancada rumo ao título do ano passado.

Correndo por fora, vem Robert Kubica. Ele não é essa maravilha em treinos, mas demonstra regularidade nas provas, e hoje pode contar com a ansiedade de seus rivais como arma na briga pela pole position.

Bom treino para vocês!