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sábado, 11 de julho de 2009

Limpando as teias

Nossa, como faz teeeeeeeeempo que eu não posto nada! Aqui no blog, já tive minha fase cult, inocente, post!post!post!, madura, podre, podréerrima, e ausente. Isso não vai mudar, mas eu preciso me estimular a escrever mais, a criar mais. Se bem que, né, criatividade agora, pra quê? Enfim, isso é informação pra um outro post. Deixa eu postar meu vídeo de hoje.

Meu irmão, que já podia se considerar um jornalista (affe, pra quê essas alfinetadas gratuitas?) deixou essa preciosidade no meu Orkut. Em tempos de Twitter (e eu não consigo me acostumar com a dinamicidade desse bicho), é raro receber alguma coisa pelo já-não-tão-usado-site-de-relacionamentos. Mas vejam só que beleza (e nos primeiros segundos você confirma que eu realmente adoooooooooouro coisas bizarras):



Levada legal, né? Lembrei bastante das coisas nonsense do Quentin Tarantino. A cena faz parte do filme Gumnaan, de 1965, by Bollywood. Na verdade, é uma cena desse filme que eu falei inserida em outro, Ghost World. Valeu a pena, né?


domingo, 11 de janeiro de 2009

Coragem pra conseguir vencer

Veronica Guerin, jornalista irlandesa

Até que ponto estamos dispostos a lutar por aquilo em que acreditamos? Tá, a pergunta é meio complicada para se responder assim, sem preparação (e algo séria de mais para um blog de tosquices). Mas fiquei pensando nisso quando terminei de assistir ao filme O Custo da Coragem, ontem, no Corujão.

O filme, como o título em português sugere, retrata as conseqüências das reportagens da jornalista irlandesa Veronica Guerin (Cate Blanchett). Ela denunciou, em 1994, um esquema de tráfico de drogas no país, que eram consumidas, principalmente, por pessoas até 14 anos de idade (mesmo na ficção, não foi nada legal ver uma criança injetando drogas em si mesma).

Veronica sofreu várias ameaças - que puseram em risco, inclusive, a vida da própria família - foi baleada, espancada, mas não desistiu. Ela sabia da importância, tanto profissional quanto para a sociedade, em desmanchar a quadrilha de traficantes. Conseguiu. Resultado: foi assassinada em 1996 (tá, contei o filme todo. Mas aqui o que conta é a forma como os fatos se desenrolam. Assista, okioki?). Mas atingiu seu objetivo.

Acredito que o mundo de hoje não mais seja propício para o surgimento de novos "mártires". E nem deve ser uma coisa esperada (eu mesmo não tenho coragem de morrer por uma causa. E você?). O que se espera é que não se tenha medo de correr atrás dos sonhos, não importa o quão irrealizáveis eles possam parecer (e muitos o são, de fato).

Seguir um objetivo de vida é um caminho perigoso: se, por um lado, nos faz organizar a vida em prol desta causa, por outro nos faz, em certos momentos, perder a noção. Enveredamos em situações que nos fogem do controle, voamos alto, tudo parece mais difícil. Mas penso que vale a pena.

Quero ser um jornalista insolente. Não daqueles que fazem perguntas apenas para irritar, mas que faça perguntas para buscar aquilo que há de mais profundo e verdadeiro em um fato. Quero ter a capacidade, a boa malícia de não apenas contar histórias como elas acontecem, mas de também saber o que contar, o que e como procurar o "algo a mais", o diferencial das notícias.

Veronica Guerin morreu, e deixou o exemplo. Não quero ser tão extremado. Eu preciso de muita gente, e, creio, muita gente precisa de mim vivo. Vou atrás daquilo em que acredito. Já será uma contribuição e tanto.

Se ainda tiver saco depois de ter chegado até aqui, acompanhe uma das músicas finais do filme, "Fields of Athenry":



(Se preocupe não, leitor habitual, eu volto logo pras atividades de sempre. Vem aí BBB G e Caminho das Índias. Até).

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Encontros e Despedidas

Ontem eu tanto quis assistir a filmes. Consegui. Dois de uma vez só, e na Globo. Sobrevivendo ao Natal é tão leve, tão direto, tão envolvente, tão legal! Mas não vim aqui falar dele. Vim falar de um filme que me deixou realmente angustiado (tive que sair da sala algumas vezes, fiquei meio nauseado com algumas cenas): Coisas Belas e Sujas.


O filme, do diretor Stephen Frears (o mesmo de A Rainha) aborda questões como imigração ilegal e tráfico de órgãos na Inglaterra. Na história, Okwe (Chiwetel Ejiofor, de O Plano Perfeito) é um médico nigeriano que trabalha como taxista e recepcionista do Baltic Hotel, em Londres. Ele se envolve com Senay (Audrey Tautou, de Amélie Poulain, mostrando ser uma atriz bastante versátil), uma turca que é camareira no hotel. Eles se atraem por ter um ponto em comum: a esperança de sair daquele país que tanto os hostiliza.

Ao encontrar um coração humano em um vaso de um dos quartos do Baltic, Okwe se vê envolvido numa investigação para desmanchar o esquema de um traficante de órgãos sem escrúpulos (como se pudesse haver um traficante de órgãos com escrúpulos), que troca um rim por um passaporte, uma esperança de fuga para os imigrantes ilegais.

Na projeção, Frears nos mostra o cotidiano de pessoas que saem de seus países em busca de algo melhor, e se vêem metidas em situações constrangedoras para sobreviver. Humilhação, péssimos empregos são a realidade de muitos deles. Outros, mais adaptados ao "habitus" do local , fazem coisas inacreditáveis - como traficar órgãos - em busca de uma "vida boa".

Lembrei-me da palestra que assisti de Marcos Uchôa - também um estrangeiro na terra da rainha Elizabeth, mas vivendo em excelentes condições - quando ele falou da precariedade dos hospitais britânicos, cujas condições de higiene, disse o jornalista, são péssimas. Uchôa atribuiu à terceirização dos serviços de limpeza - feitos por imigrantes - as precárias condições sanitárias dos hospitais.

Coisas Belas e Sujas, mesmo carregando um pouco nas tintas - razão do meu mal-estar - apresenta um lado do mundo que a gente pode até fingir que não existe, mas está lá, todos os dias, atingindo milhares de pessoas. Para reflexão.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Em terra de cego...



O bom de um filme como "Ensaio Sobre a Cegueira" estrear no Piauí com um mês e meio de atraso em relação ao Brasil (sendo que, nesse caso, o Piauí NÃO é considerado Brasil) é que ele vem mais apurado, permitindo aos donos dos cinemas que preparem surpresas temáticas, condizentes com a produção cinematográfica. No meu ingresso, por exemplo, vinha escrito assim:

"ENSAIO SOBRE A SEGUEIRA"

Isso fez meu psicológico agir: fiquei com a audição mais apurada [demolidor mode on/] e você não imagina como pode ser angustiante a espera pelo início de um filme: o cara da frente range o pacote de salgadinhos enquanto se ajeita em sua poltrona; outro abre uma latinha de refrigerante, e o estalido do anel metálico contra o resto da lata ecoa pela sala de projeção.

Pior que isso, começam os sussurros: daquele cara, grande erudito, que leu o livro e diz esperar que a produção seja "fiel à obra"; dos produtores de cinema local, que fazem relatos de suas próximas investidas no campo da Sétima Arte; da menina-cult, que já nem espera que o filme seja tão fiel ao livro, mas que faça uma profunda (re)leitura da primorosa ficção de José Saramago.

Todas essas vozes e sons e sussurros silenciam: começa o filme. Aliás, um trailer. Do filme concorrente, Os Desafinados, que também estreou na sexta, dia 24 de outubro. Você fica naquela: será que eu devia ter ido ver esse?

Que nada. Ensaio Sobre a Cegueira valeu o ingresso bunitinho. Pra não dar uma de estraga-prazeres e contar todos os detalhes, deixo minha impressão sobre o filme através de um pensamento:

Amigo leitor,

Ensaio Sobre a Cegueira me fez pensar que a vida é mesmo uma arte muito difícil e cheia de percalços. Mas o amanhã sempre vem pra trazer a esperança.

*shora emocionado e encerra o post....kilindu Y________Y*
 

domingo, 23 de dezembro de 2007

Teorias de Quentin Tarantino

Eu acho que final de ano já era tempo de eu ter parado de postar coisas inéditas(?). Dezembro é mês de retrospectivas, de melhores do ano, de fazer um balanço dos 360 e poucos dias que se passaram. Mas eu tenho culpa de o mundo estar cheio de coisa pra falar-sobre?

Esse curta que eu apresento agora, recebi via orkut. Em um diálogo, Selton Mello e Seu Jorge desmistificam um dos diretores de filmes B mais aclamados por esse blogueiro dos últimos tempos: Quentin Tarantino.

Em um tom à la teorias da conspiração de O Sistema *suspiro*, Selton revela as conexões entre todos os filmes que tenham o dedo desse diretor. É impressionante notar como tudo se encaixa perfeitinho, se prestarmos atenção.

Censura: 18 Anos. Conteúdo: linguagem obsceníssima, spoilers sobre filmes que todo mundo ainda quer ver e não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe-sobre, Selton Mello e Seu Jorge (de gorro). Ah, e uma mesa de restaurante de quinta. Legendas Videolar.





sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Xuxa em sonho de menina


Gente, eu pensava que nesse ano tão atribulado, cheio de mils projetos, mils programas na televisão, a Nossa Rainha iria passar em branco. E não é que veio mais um C~apiãum de aldienssia?

A história parece com "Didi Quer Ser Criança": Xuxa faz o papel de uma professora que sonha virar atriz; ao comer um bolo, vira criança novamente. No elenco, Carlos Casagrande, Serjão Loroza, Betty Lago, Milton Nascimento e outros.

Uma frase: "Pra contar a minha história, vou precisar voltar no tempo" (by Xuxa Meneghel)

Legal, né? Clicaqui e vê o trailer.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A abertura de Planeta Terror

Lembram que eu disse que o Helder disse que conhecia a música do começo de Planeta Terror? Helder, primo da Lígia? Não? Ah,tá, brigado... =(

Ela pode ser até uma homenagem a músicas do gênero, mas pelo que diz na trilha sonora do filme, é do próprio Robert Rodriguez, e eu confio na trilha sonora. Você ouve ela purinha, purinha, logo abaixo. Mãs, se não se incomodar em ver os créditos iniciais do filme - da versão original, assim como foi exibido nos EUA - só pra dar aquele gostinho e sair correndo pro cinema, clicaqui.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Planeta Terror: susto feliz na matinê



Ontem, assisti a um dos filmes que eu mais aguardava esse ano (aliás, a primeira parte dele): Planeta Terror, de Robert Rodriguez em (mais uma) parceria com Quentin Tarantino.

O filme conta a história de Cherry (Rose McGowan), uma go-go dancer - algo parecido com uma stripper - que, após ser atacada por zumbis, sofre um acidente e tem a perna amputada. Os zumbis são fruto de um vírus espalhado por todo o Texas, e ameaçam a população local. Cherry então se une a El Wray (Freddy Rodríguez) para juntos liderarem os sobreviventes e combater essa horda de monstros. Parece Resident Evil, mas é muito melhor.

Interessante eu contar a história desse modo. Algumas sinopses que eu li colocam o casal de médicos do hospital - o sádico William (Josh Brolin) e a neurótica Dakota (Marley Shelton) - onde chegam os infectados pelo vírus como principais. Entendi que a trama do filme se passa em torno de Cherry e El Wray, então falei centrado neles. =P

A proposta de Planeta é ser trash, em homenagem aos filmes que Quentin e Robert assistiam nos cinemas dos anos 1970; logo, não espere super-efeitos - salvo uma cambalhota aqui, outra acolá - nem situações convencionais. Sangue malfeito, zumbis asquerosos, os cenários sempre remetendo a pocilgas as mais vagabundas - isso sim dá medo - são a tônica do filme. Além disso, diálogos inusitados - mas nem por isso mal construídos - e muita ação permeiam Planeta Terror.

Confesso que senti certo nojo em algumas cenas; mas isso é ponto comum nas produções desses diretores: você espera a primeira cena de violência deliberada com certa angústia; depois, começa a se acostumar; por fim, está às gargalhadas com aquele banho de sangue na tela (isso não é apologia à violência, é ficção, ok?).

Não recomendo esse filme para os politicamente corretos; a graça está no tom de "subversão" (se é que é possível), de sátira-homenagem, de insanidades do jeito que a gente gosta. Agora, é só esperar Pacto de Morte, a segunda parte da obra, com a direção de Tarantino, que chega em março no Brasil. Quem tiver estômago, verá.

Opiniões da crítica especializada:

Cássia: "Cara, é clichê, é trash, é bom!"

Helder, primo da Lígia: "É bom. Acho que conheço aquela música do começo..."

Jorge André: "Muito bom!"

Lígia, prima do Helder: "Não sei se eu consigo dormir hoje à noite" (foi mal, Lígia!)

Rodolph: "Prefiro 'A noite dos mortos-vivos' "

Rosa: "Tosco, mas é bom."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Closer - Perto Demais

Hoje vai passar Closer na Globo (eita minino bitolado...). Ouvi dizer que é bom. Ó só a história:
Uma fotógrafa se casa com um homem, mas mantém um caso secreto com outro. Enquanto isso seu amante usa uma stripper como musa inspiradora para tentar conquistar o amor dela. Dirigido por Mike Nichols (Quem Tem Medo de Virginia Wolf?) e com Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen no elenco. Recebeu 2 indicações ao Oscar.

Eu gosto da música tema, The Blower´s Daughter, de 2005, do Damien Rice (que tem aquela versão de Ana Carolina e Seu Jorge, e Seu Jorge e Ana Carolina, É Isso Aí...). Vejam o clipe:




domingo, 25 de novembro de 2007

Não percam!

Géintêm, nõa percam Eurotrip amanhã na Tela Quente!! Pra eu (finalmente) ter com quem comentar sobre esse filme! (tiopês wanna-learn)