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domingo, 2 de agosto de 2009

O fim de uma procura

(Essa eu tinha que registrar no blog, no Orkut, onde quer que fosse. Só eu tenho noção do quanto essa busca me deixou inquieto).

Ontem de madrugada, acordei no meio da noite, e não consegui voltar a dormir. Culpa de uma leve indigestão, adquirida no aniversário de uma tia (e tome feijoada!). Zapeando os canais, resolvi parar no Altas Horas, e ouvi esta música de Túlio Dek, "O que se leva da vida":



Precisei dos primeiros quinze segundos de música para apurar o ouvido e perceber que conhecia aqueles acordes de algum lugar. Aumentei o volume. Eu conhecia mesmo! Era de uma daquelas músicas que você sabe que já ouviu naqueles programas estilo "Segredos de Amor", voltando pra casa a bordo de um Rodoviária Circular I, gosta muito, mas não sabe de quem é.

Foi no site de Túlio Dek que tive uma das revelações musicais que mais me perturbavam o juízo: pra mim, é muito chato gostar a lot de uma música, mas ter que esperar o acaso para ouvi-la. Isso acabou. Com você, Tracy Chapman, cantando Fast Car, de 1988!:



Fica a dica: a melhor versão é essa aqui, acústica.

Letra aqui, tradução aqui.

Pra minha surpresa, Tracy Chapman é uma mulher. Já ganhou Grammy e tudo. Essa música que eu postei é muito bonita, mas a mais conhecida dela certamente é Baby Can I Hold You:



Curios@ em saber mais? Acesse a wikipédia e o site oficial de Tracy Chapman.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Campeões de Audiência - Parte 23

Almoçando quarta-feira, dia 14 de julho, no Favorito Pop (vulgo Restaurante Popular Herbert de Sou[z]sa), vi um cara a cara de um cara muito famoso (não sei porque cargas d´água) nos anos sei lá quando.

Cheguei na Universidade Estadual do Piauí, no meio daquelas conversas super legais e instrutivas (porque são super legais e instrutivas) com a galera felizem (Ceres e Naara OLHEM O BLOG DA NAARA! O único que tem FELIPE, FELIPE MASSA, ÉEEEEEEEEEEEEEEEEEE DO BRASIL, SIL!!! http://naarac.blogspot.com/), aí olhei pra Naara e comentei o que tinha acontecido comigo de manhã: que tinha visto o tal cara a cara do cara lá.

Já chega de mistério besta bem aqui, né não? Eu disse: "Naara, vi um cara a cara do He-Man". Falei do He-Man porque achei que ela não fosse associar o nome que eu realmente pensei. Corrigi a informação: "Não, era a cara do Richard Clayderman"(de onde diabos veio esse cara?). Aí ela: "Caraaaca! Tu lembrou dele bem porque tua mãe é fã do Richard, né? Tua casa cheia de CDs dele, e tal." Fiz logo uma cara de "putz, como é que ela sabe disso?". Ao que ela emendou: "Mamãe também é fã, menino"! LOL LOL LOL LOL LOL

Fui resolver o mistério: Richard Clayderman é o nome artístico de Philippe Pagès, um pianista francês (sempre jurei que ele fosse alemão) de 55 anos, 32 deles de carreira. É um Wolfgang Amadeus Mozart do século XX: aos 6 anos (assim como o Mozart), o cara já lia partituras de maneira precisa. Aos 12, entrou para um conservatório de música, e aos 16 já era premiado (qualquer semelhança com o texto chupinhado da Wikipédia não é mera coincidência).

Lançou X CDs, couro LPs, e em 2002 (apenas em 2002) se apresentou pela primeira vez no Brasil (ele fez outro show por aqui em setembro de 2008). Sua música mais famosa (e é?) é Ballade pour Adeline, de 1976, que você confere agora:



Agora, o que eu quero entender é: como foi que esse cara ganhou fama no Brasil, a ponto de a minha mãe e a mãe da Naara terem comprado tantos CDs (a mamãe tinha bem uns cinco)? Será que fizeram com ele o mesmo que fazem com o André Rieu-who? Anunciavam o LP dele durante as propagandas da novela? E por que será que eu me lembro desse cara? Nem gostava de ouvir os CDs da mamãe...
P.S. desmancha-post: Descobri, aqui em Piripiri (porque estou escrevendo esse post de Piripiri), que minha mãe sequer lembra da existência de algum CD do Richard Clayderman lá em casa. Quem foi que descobriu esse CD? Mistéeeeerio...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Preço Promocional

É muito fácil comprar a nova fase de Franz Ferdinand em Tonight, novo álbum da banda


A batida da música eletrônica tem presença garantida em boa da parte das produções do pop-rock contemporâneo - que retomam muito do rock dos anos 1980. Em maior ou menor grau, as bandas do estilo acrescentam esse toque às suas composições. Com Tonight: Franz Ferdinand, a banda escocesa mostra que se agarrou de vez a essa tendência.

Tonight está pronto para invadir a boate. Extremamente dançante, não fica devendo, por exemplo, diante dos papas do novo electropop, o duo francês Justice. Confira a descrição faixa a faixa:

 - Ulysses, o primeiro single, chega sorrateiro, se esgueirando como quem nada quer. Quando você dá fé, já está pulando e cantando "Lalalalala, Ulysses, I found a new way, I found a new way".

 - Turn It On nem é das melhores, mas serve pra esquentar o clima antes da Tela de Sucessos do SBT balada.

 - No you Girls lembra Kaiser Chiefs MESMO, viu? (não me pergunte que músicas, mas lembra) Tudo bem, perdoe. Ainda tem muita coisa boa pela frente.

 - Send Him Away é traiçoeira: de início, parece ser apenas um rock comum; de repente, vem aquela reviravolta, e aí você só quer saber de juntar a galera e fazer trenzinho. E vai trenzinho, e vai trenzinho, palma, palma, hey!, hey!

 - Twilight Omens é a primeira viagem DE VERDADE do álbum. Daqueles hinos de chegar na festa cantando em coro. Nem é tão dançante, mas pode te levar às alturas. "Twilight Omens in my life" já virou meu mantra de 2009. Perfeita.

 - Bite Hard e What She Came For são aquelas músicas que você queria pra ir ao balcão da boate, pedir uma bebida lato sensu (estudante de Direito é phoda, viu?) e descansar um pouco: vai valer a pena.

 - Live Alone tem o poder hipnótico de fazer seu corpo agitar sozinho, e o som saltitante do baixo reconduz você à pista.

 - Prepare sua dancinha mais ridícula! Chegou Can´t Stop Feeling! A mais música eletrônica do álbum. Haja garganta pra gritar "Anymooooore, anymoooooore!".

 - Lucid Dreams é daquelas músicas que os gênios do synth pop e electropop dos anos 1980 - como Alphaville, Depeche Mode e New Order - bateriam e palmas e diriam: "Parabéns, vocês aprenderam a lição direitinho". Psicodelia total. E aqui eu me lembro da expressão "onipotentes sintetizadores" que eu li numa resenha da Folhateen sobre o álbum.

Cansado? Nem eu. Mas pode ir para os travesseiros verde neon do espaço lounge (vamos fingir que estamos numa badalada balada?) ouvir relaxado Dream Again e a suave Katherine Kiss Me. Pronto! Agora, pode ir embora, e até o próximo espetáculo de Franz Ferdinand.  

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Coisas que descobri assistindo à MTV

Todo mundo descobriu alguma coisa com alguma coisa que fez. Eu não podia ser diferente, então lá vai. Olha o que resultou da minha experiência com a MTV:

 - Como amar e odiar uma música em uma semana (Hot´n´Cold, Katy Perry).

 - Como odiar ainda mais uma música em uma semana (Ainda Gosto Dela, Skank).

- Como uma sequência de músicas podem me fazer viajar para um tempo bom (Raimundos³, Blink 182>Nirvana>Bon Jovi).

 - Como ter vontade de ler Crepúsculo só de ouvir a música-tema do filme (Paramore - Decode).

 - Altas doses de NX Zero deixaram a dúvida: será que eu sou emo e não sei?

 - Mais ainda: NX Zero é ruim porque é emo, sofre preconceito ou é o som que não presta e eu não sei? Porque pra mim eles são uns singlemakers, mas o álbum todo....é fraco.

 - Preciso revisitar meu Myspace. The Twelves não estão facilmente localizáveis no Orkut.

 - Penélope Nova: apesar da gritaria, gostei da espontaneidade (excessiva) e do jeito dinâmico de apresentar.

 - Decadence avec ellegance: Lobão é apresentador da eme tê vê (e não êm tí ví).

 - João Gordo e Ratinho: separados por uma briga com Dado Dolabella. Ambos péssimos.

 - Mallu Magalhães está prestes a se tornar a estrela mais onipotente, onipresente, onisciente e Ônix Jeans do pop brasileiro. Dois programas com ela em uma semana?

 - Em uma semana, MTV manipulou meu cérebro (sinto saudades snif snif).


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Frankenstein Júnior

Sábado assisti no Altas Horas, pela primeira vez, a uma apresentação da banda Nove Mil Anjos. Foi tosco. Não sei que influências aqueles caras têm, mas certamente não são das melhores.

Individualmente, a gente percebe que cada um deles têm uma coisa legal pra mostrar. Champignon, ex-Charlie Brown Jr., é um dos melhores baixistas do Brasil, na minha opinião. Júnior Lima - sim, ele tem existência independente - se mostra um baterista competente e empolgado - mas duvide de uma banda em que o baterista quer aparecer mais do que o restante.

Peri Carpigiani, o vocalista, ex-Fuga-who, dá vergonha alheia com suas performances, mas talvez até segure as pontas. O tal do Peu, ex-Pitty, tinha umas tiradas bacanas como guitarrista da cantora baiana.

Agora, junte todos esses pedaços em Nove Mil Anjos, e o resultado é o monstro que você confere nesses dois vídeos:


Visionário:



Chuva Agora:



Alguém reparou na cara do integrante do Sr. Chinarro, outra banda que tava lá, nesse último vídeo?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Campeões de Audiência - Parte 22

Loucura! Loucura! Loucura! 2009 chegou chegando cheio de novidades, mas Traços Esparsos é fiel às tradições. E nem poderia ser diferente. Voltamos com Campeões de Audiência! (ow, vantagem!)

10000 Maniacs é uma banda norte-americana de 1981. Jurando a Wikipédia que eles ainda estão ativos. Nem tem ninguém que eu conheça muito conhecido. Mas em 1997 teve um de seus sucessos mais expressivos lançados, More Than This, que você confere agora:



Tô com a profunda impressão de que ali por volta de 1996, 1997, marcou minha vida profundamente. Ainda me lembro de tanta coisa!

P.S: Sou só eu ou quando ela diz "More Than This" parece ela dizendo "Mói de Chifre"?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Do nada

Los Hermanos em um dos últimos shows antes do "recesso".
Foto: G1

Los Hermanos podem voltar à ativa em março, pra abrir o show do Radiohead (e uma amiga me perguntou se eu não queria ir. Porque eu não vou mesmo.) Sinceramente, eu, como fã da banda, me senti meio paia com esse marketing de retorno.

Certo, eles, dizem alguns, foram um dos primeiros caras que foram "surpreendidos" com um álbum seu vazado na Internet, em 2003 (marketing número 1, ou seja. Quem acredita que os álbuns são vazados sem o consentimento de alguém ligado às bandas?).

Quando o Youtube já bombava, em vez de solicitarem a desativação da incorporação dos vídeos em blogs e afins, eles disponibilizavam os vídeos mais fodões e os áudios mais plus de músicas das apresentações.

Diziam-se avessos à divulgação de massa (leia televisão aberta, porque quer mais massa que a Internet?), nas entrevistas são bastante evasivos e misteriosos - para uns, um sinal de timidez e de provocação de debates sobre as respostas deles, para outros, um sinal de pedantismo e descaso - mas conseguiram reunir uma legião de seguidores, alguns beirando a alienação (eu mesmo já perdi as contas de quantas vezes ouvi músicas, assisti a vídeos e li, reli e treli coisas sobre eles).

Exatamente por isso, lembro de uma entrevista em que Rodrigo Amarante (hoje com a também ótima Little Joy), um dos músicos do Los Hermanos, disse que "achava muito esquisito ver aquelas bandas que lançaram álbuns e mais álbuns antigamente e, muito tempo depois, voltavam lançando acústicos com os grandes sucessos". Para ele, aquilo significava falta de renovação, estratégia mercadológica, e tudo mais.

Hoje, Los Hermanos, em mais uma estratégia de marketing, não se pronunciam sobre o assunto, mas tendem a voltar, depois de já terem lançado dois álbuns com os grandes sucessos, e após um "hiato por tempo indeterminado" (ou acaba ou não acaba. Nada de deixar implícito). Já gostei muito deles, sei a maioria das músicas de cor e salteado duas vezes, entendo um pouco da história deles. Mas pra mim, eles começam do zero.

Lógico que os hermaníacos de plantão não vão deixar um dos maiores fenômenos indie-Brasil dos anos 2000 darem uma de iniciantes, já vão ter público cativo. Mas o que passou, passou. Vão ter que mostrar muito gás e algo novo pra me convencerem. Serão, guardadas as devidas proporções, como uma banda de garagem sem gravadora. Surpreendam-me, Hermanos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Relações que mudam o mundo - Parte 2

Melhores álbuns de 2008:

Quem acompanhou ano passado, sabe que eu, assim que nem que o Noé da Arca, selecionei um par de músicas dos melhores álbuns de 2007, porque ouvia tudo ou no CPU ou no CD Player. Agora, cheguei na era mp3, posso me dar ao luxo de dizer quais os melhores ÁLBUNS COMPLETOS BAIXEGRATIS EM

Acompanhe a relação e um breve comentário:

Cansei de Ser Sexy - Donkey (pra não esquecer deles de novo XD): O jumento é bom, o homem é mau. Léguas além do álbum que tinha Alalalalalalala. Destaque para Move (*0*), Beautiful Song e Air Painter.

Hot Chip - Made In The Dark: viciante. Passei semanas e mais semanas tentando definir qual o refrão que mais grudava na minha cabeça: se era o de Ready For The Floor ou o de One Pure Thought. Destaco ainda Hold On, com aquela batida disco contagiante coisinha tão bonitinha do pai.

Moptop - Como Se Comportar: esse quase não entra na minha lista, porque eu nem sabia que era desse ano risos. Uma das melhores bandas de indie rock brasileiro, na minha opinião que conta muito. Gosto de Moptop porque eles não inventam: o rock contemporâneo tem aquele toque The Strokes na guitarra? Pois vamos lá. Tem letras ao melhor estilo aproveite-que-o-momento-é-só-um? Eis-me-aqui, Senhor! Mas também letras de amores perdidos, de caras sem rumo a seguir, cheios de conflitos internos? Ói eles aí ´tra veiz! As boas: Aonde Quer Chegar, Contramão, Como Se Comportar, Eu Avisei.

N.E.R.D - Seeing Sounds: música de mano também rolou no meu mp3. E N.E.R.D fez bonito: ele chega quebrando tudo com Everyone Nose, alivia um pouquinho com Spaz, agita de novo com Kill Joy e me mata de vez com a glamourosa You Know What (que a galere do Radiando conhece muito bem, né mesmo? fikdik). Precisa dizer mais?

Santogold - Santogold: a cantora mais black-mesmo-que-negue-até-a-morte arrebentou em seu álbum de estréia. Apesar de negra, Santogold buscou firmar seu nome como artista de pop. E, pra mim, conseguiu. You´ll Find a Way tem duas versões no álbum, mas é uma música que, até em swingueira (menos, blogueiro) fica excelente. Say Aha faz meu corpo tremer ao som da batida (nem queiram imaginar a cena lastimável de mim dançando). Creator, mesmo com as ressalvas (né, nigga brothers do nosso amado Radiando?), é contagiante. Recomendável.

The Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement: indescritível. Uma viagem pelo passado. Você pode é não saber de onde vem, mas a primeira impressão que se tem ao ouvir o projeto paralelo de Alex Turner, do Arctic Monkeys, e Miles Kane-who, do The Rascals, é que você já escutou aquele som em algum lugar so, so far away. A perfeição com que eles conseguem unir orquestras ao novo e bom rock and roll nos envolve e nos faiscina. Pra ouvir sem passar nenhuma faixa. Mas destaco: STANDING NEXT TO ME, The Chamber, Calm Like You, Only the Truth, Black Plant.

Kaiser Chiefs - Off With Their Heads: eu tinha certo pé atrás com Kaiser. Essa bicha, quando tá quente, é um horror. Geladinha até que desce. (tá, tá bom, péssima piada). Falando sério (como se eles precisassem que fôssemos sérios), esse álbum é tão bom que me levou a procurar o primeiro da banda, e a ouvir com mais atenção o segundo, que eu só gostava de Ruby e Love´s Not a Competition. O melhor dos três, no entanto, é mesmo esse de que vos falo. Curtinho, bacaninha, sem tempo pra música enche-lingüiça, inicia arrepiando com Spanish Metal, passa por Never Miss a Beat, alopra com You Want History, joga pra cima bate na palma da mão se joga com Good Days, Bad Days, emociona com Always Happens Like That, e corta o coração com Remember You´re A Girl. Show!

Little Joy - Little Joy: hermaníaco que sou (foi mal, Marcelo, mas nem deu pra te colocar aqui, cara), não podia deixar esse de fora. Mentira. Mesmo quem detesta a depressão-feliz de Los Hermanos teve que se render aos encantos de Rodrigo Amarante e novas companhias. Como se fosse recém-tirado de um filme daqueles bem antigos, que as músicas rolam naquela boa jukebox, Little Joy faz jus ao título: são realmente momentos de pequeno prazer. Destaques: Next Time Around, No One´s Better Sake, Keep Me In Mind, How To Hang a Warhol, Don´t Watch Me Dancing e Evaporar.

Marcelo D2 - A Arte Do Barulho: ah, gente, já fiz uma resenha enorme desse álbum antes. Querem mesmo que eu diga mais? Pois eu digo: ouçam à vontade. Vale a pena.

Megapuss - Surfing: difícil. Coisa de maluco mesmo. Na sensata opinião da Lígia, "parece que eles fazem questão de rir, de debochar da própria música. Parece que não se levam a sério". Mas grudam na cabeça que é uma beleza. E me fazem dar razão ao Demolidor de Sylvester Stallone: "um dia, nossas músicas preferidas serão jingles de propaganda". Destaques: Duck People, Duck Man, To The Lovin Within, Adam and Steve, Theme From Hollywood, Mister Meat e Another Mother.

Black Kids - Partie Traumatic: só me faz pensar que eu nasci na época errada. Anzoitenta come solto aqui, e eu viajo junto nesse balão. Superfantástico. Destaques: Listen to Your Body Tonight, Hurricane Jane, I´m Making Eyes At You, Love Me Already, I´ve Understimated My Charm (again).

MGMT - Oracular Spectacular: esse parece que foi mesmo o meu ano de psicodelia. Sabe aquelas músicas que você ouve indo em plenas duas horas da tarde a pé pro Teresina Shopping depois de descer na parada errada, mas que te fazem seguir em frente todo felizão? Pois MGMT operou esse milagre comigo. MGMT is WNDRFL! Destaques: Time To Pretend, Weekend Wars, The Youth, Of Moons, Birds and Monsters e Handshake.

The Killers - Day And Age: pode não ser o melhor álbum do The Killers. Mas, ainda assim, merece ser ouvido. Brandon Flowers começa desafiando o ouvinte com Losing Touch ("vá dizer pros seus amigos que eu estou perdendo o jeito"), só para enganar(mesmo com isso, é uma das melhores). Human e Spaceman tratam de desfazer essa primeira impressão. Day And Age é um tanto irregular, mas consegue nos premiar com jóias do quilate de Goodnight, And Travel Well, A Crippling Blow e Forget About What I Said. Ouça e tire suas conclusões.

Detonautas Roque Clube - O Retorno de Saturno: Sim, senhor! O rock-Malhação também tem espaço aqui. O álbum traz o mesmo título de um CD do extinto No Doubt. E mostra um Detonautas mais amadurecido, sem os exageros dos primeiros discos. A música-título, pra mim, é uma das melhores composições do rock nacional em 2008. Destaco ainda Lógica e Enquanto Houver, uma canção que faz a gente pensar até em querer lutar por esse mundo.

Bem, é isso. Falta a enorme lista de filmes. Aguardem!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Honrando o título

Vez por outra, eu fico sem tema específico pra postar. Aí, pra dar razão de ser ao nome do blog, faço uma velha cata nos portais de notícias do munnnndo (só G1 e Folha XD). Segurem essas!:

Mendigando: Atriz de Underworld quer porque quer ser a nova Mulher-Gato - coitada, tendo Scarlett-poliamante-Johansson e Brangelina "BigLips" Jolie na disputa? Só lamento....

Aloprando: U2 vai lançar cinco versões de seu novo álbum - pocket, preto e branco, colorido, with lasers e with or without you. Cada uma...

Despedida: VHS vai parar de ser produzido. De vez. - ;_

Só agora: Little Joy vai lançar seu álbum no Brasil - pelos tempos...

Morra de inveja bem aí (ow, chapéu!) : Menina de 9 anos é a especialista em Windows mais nova do mundo - nem me incomoda. Eu, com 20 anos, já fiz muito mais coisas, tipo

Crepúsculo: Vampeta foba pelo Corinthians por causa da contratação de Ronaldo. - graaande coisa, dizem os rivais...

That´s all, folks! Cya!

P.S: perceberam os títulos à la 180º e fuxico e ego na sua fase egoa? Adaptando-me ao habitus, galerë, óhr!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Campeões de Audiência - Parte 21

Muito massa minha mente me mandou música muito memorável. Maurício Manieri Minha Menina, 1999. Medo Medo Medo >_<




Aí, o cara começou a carreira de cantor em 1997, mas já trabalhava como tecladista para caras fodaços como Double You, Alexia e Taleesa (who?) há um bom tempo. Lançou três álbuns, ganhou prêmios, e tá de volta. Mas ficou marcado por essa música?

P.S: Post-notinhas okioki. Time´s gone.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Little Joy - No One´s Better Sake

Lembra quando eu disse que ia falar aqui de Little Joy? Então. Little Joy é um projeto paralelo de Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos, com chances de voltarem em 2009), Fabrizio Moretti (baterista do The Strokes e ex-Drew Barrymore) e Binki Shapiro (atual Fabrizio Moretti, ex-banda nenhuma).

Amarante, Binki e Fabrizio são o Little Joy.
Foto: Rolling Stone, óhr!

O primeiro álbum do Little Joy, de mesmo nome, é de 2008. O estilo deles aproxima-se mais dos Strokes do que dos Hermanos - para alívio de uns e desespero de outros. Mas a presença de Rodrigo Amarante - que fez mais bonito do que Marcelo Camelo, ex-parceiro, em sua empreitada solo - traz para o Little Joy o lado feliz da recém-desmanchada-mais-prestes-a-voltar banda brasileira. O resultado pode ser conferido no novo clipe da banda, No One´s Better Sake (uma das minhas preferidas). Segura essa!




Clipe psicodélico para uma música que te faz sair de casa todo alegre. Excelente.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ecos do Amanhã

Marcelo D2 continua a busca pela batida perfeita em A Arte do Barulho. E faz bonito.

Foto: Conticasos

Ter um transtorno-obsessivo-compulsivo não-diagnosticado é uma via de mão dupla. Por um lado, você tem que ficar conferindo n vezes se fechou, e se fechou MESMO, a porta de casa; toda placa de veículo vira operação matemática, todo tique é pouco pra você.

Por outro lado, isso faz com que você mentalize o tempo inteiro refrões e frasezinhas curtas do dia-a-dia, e descubra músicas muito boas. Foi exatamente o que me aconteceu ouvindo o refrão de "Desabafo", primeiro single do novo álbum de Marcelo D2, "A Arte do Barulho", lançado em 20 de novembro de 2008, o primeiro dele pela gravadora EMI.

O trecho a que me refiro foi retirado da música "Deixa eu dizer", faixa-título do disco da sambista Cláudia (who?), de 1973. Ivan Lins compôs o samba.

Meu mp3 com problemas tá deixando meu dedo indicador direito com calo de tanto apertar o plug do fone no buraco do bicho (mas que post mais reclamão!). Antes de ser um estorvo, isso me proporcionou escutar a suingadinha "Pode Acreditar" - que conta com a participação de Seu Jorge - só na "versão" samba. Ficou boa do mesmo jeito. E, retomando a história do TOC, ainda tem um scratch que me cativa facim, facim.

D2 faz seu retrato da sociedade - além de Desabafo, uma crítica ao mundo das celebridades do qual, ironicamente, faz parte, tem ainda "Fala Sério" e a já mencionada Pode Acreditar. Também fala do cotidiano, em "Atividade na Laje", uma parceria com seu filho, Stephan - essa é a música que tem a batida mais característica "de mano" do álbum .

O amor - do jeito que ele o entende, frise-se - aparece em "Ela Disse" (que conta com a voz de Thalma de Freitas) , "Minha Missão" (que também é uma bela mensagem de otimismo, em companhia de Roberta Sá) e "Vem Comigo Que Eu Te Levo Pro Céu", a excelente música de encerramento.

Uns dizem que Marcelo D2 é um vendido - e é mesmo, e eu também, que sou massa de manobra nas mãos da mídia de massa. Outros, que o som dele já deu o que tinha de dar, que a mistura de samba e hip hop se esgotou. Em A Arte do Barulho - lançado estrategicamente no fim do ano, certamente visando, além do público natalino, ganhar prêmios em 2009 - o músico prova que essa união ainda tem fôlego pra ir mais além.

Fique agora com o clipe de "Desabafo".

sábado, 13 de dezembro de 2008

Campeões de Audiência - Parte 20

Campeões de Audiência agora tá servindo pra mostrar que imparcialidade e coisas inúteis e descartáveis e do passado podem andar juntas. Eu, nos meus tempos de poperon Jovem Pan que nunca deixei de ser, ouvia direto esta banda. Certeza que no Ritmo da Noite tocava uma deles. Naquela época de alts farrs, balads, gent jov, descolada, agits, com certeza tinha que ter


V E N G A B O Y S ! ! !

òi nóis chegando, chegando, chegando, chegando...

O grupo de eurodance holandês (se eu num tinha lembrado deles, ia morrer sem saber) surgiu em 1997, e lançou três álbuns, o último em 2000. Criado pelos produtores famosérrimos Wessel Van Diepen (who?) e Dennis van den Driesschen (whattaf...), o Vengaboys contava com Kim Sasabone, Denise Post-Van Rijswijk, Robin Pors e Roy den Burger como cantoras e dançarinos (não me pergunte quem é quem).

Você já deve ter ouvido esse toque em toda esquina do Brasil, e, quem sabe, até no Sabadão (que vida boa?). Fica aí com "We Like To Party", de 1998. É, aquela do "The Vengaboys is coming, and it keeps coming, and it keeps coming ´till the day it stops" (dextá que é assim mesmo, viu?).




Ah, disseram que em 2008 eles tão de volta! Diga se a Wikipeida não é uma mãe! Te S2, Wiki!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Campeões de Audiência - Parte 19

Ter um projeto paralelo hoje já é quase um requisito essencial do artista moderno. Nem que seja só pra dizer "sou fodão, tenho muito o que produzir".

Alex Turner, do Arctic Monkeys, ahaza na The Last Shadow Puppets; Rodrigo Amarante, ex-Los Hermanos, está em duas novas bandas (Little Joy e Megapuss, das quais eu falarei em outro post, só Deus sabe quando em breve ); o companheiro dele, Marcelo Camelo, toca com a Hurtmold (Hurtmold who?); Sandy & Júnior Lima toca na 90000000llllllll Anjos; e por aí vai. Uns tem sucesso, outros não, mas o que vale é a intenção.

No entanto, isso é um coisa que já vem de trás; mas, o caso que eu trago aqui quem souber que fim levou essa banda, morre nem vingou. Apresento a Neworderlato de Joydivisina, nome genérico da banda mais conhecida como Monaco!!!

"Graaaaande coisa", dizem os rivais.

Monaco é um projeto paralelo de Peter Hook, baixista do New Order, e David Potts, do Revenge (essaki pode jogar no Google), criado em 1995. Hook aproveitou a pausa de seu grupo principal para se aventurar em águas revoltas (Bial de mais/demais pra meu gosto). Até conseguiram certo público, porque se assemelhavam tanto ao New Order quanto ao Joy Division. A voz de Potts, inclusive, lembra a do cantor do New Order, Bernard Summer.

Ao todo, lançaram dois álbuns; o segundo deu mó confusão pra ser lançado, as gravadoras nem queriam saber. Isso deixou Potts frustrado, e, alegando "excesso de trabalho", ele e Hook resolveram se separar. Prometeram voltar em 2007, mas só nelso. Recentemente, se apresentaram em um evento beneficEnte, num é "beneficIEnte", na Inglaterra.

Enrolei de mais/demais, né? Também achei. Eu tava sentindo falta de fazer um post com mais de três parágrafos, só pra variar. Chega de besteira. Deixo você agora com a única música que fez mais sucesso desse projeto, "What do You Want For Me", de 1997. Vale lembrar que ela fez parte do CD "Ritmos da Noite Volume 6", da Jovem Pan, que troxe pérolas como "How Bizarre", do Campeões de Audiência passado, e "Loving Every Minute", do Lighthouse Family (que pode ser o próximo?). Isso é relevante, pois



Versão em preto e branco, e com legendas. Pra quem se interessou, no Youtube tem a versão colorida, pocket e também a versão norte-americana do clip, ok?

P.S. 1: Tentei, mal e porcamente, continuar a série "Big Boys Band". Só pra constar.

P.S. 2: Eu gostei dessa música, mas injustiças acontecem. Se Sarah Connor Chronicles vai acabar, e o pior, vai levar Prison Break junto *interna*, imaginem uma banda como essa num güentar mais de dois álbuns...


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Campeões de Audiência - Parte 18

Aí, né, blogueiro agora se especializou em postar coisas que criem uma identidade com o leitor? Especializou-se. Tentando seguir a série "Big Boys Band" (mas essa é porque não foi Big mesmo), lai vem com vocês o sucesso de "OMC"!!!

Não é bem dessa OMC que estamos falando, mas ficou graçadinho, né? risadatressegundos/

OMC (Otara´s Millionaire Club - Clube dos Milionários de Otara, um dos subúrbios mais pobres de Auckland, Austrália. Viu como ironia não é só Traços Esparsos quem sabe fazer?) é um grupo da Nova Zelândia formado em 1995. Mas só em 1996 lançou um álbum, que dá o título à música que eu quero que vocês (re)vejam, "How Bizarre".



Eu gosto de coisas deliberadamente bizarras, percebero? (é seéeeeeeerio?)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Campeões de Audiência - Parte 17

Continuando a série "Big Boys Band", trago pra vocês o trocadilho mais "mano" da música brasileira: BR´OZ!

Formado em 2003 depois do programa Popstars, do SBT (que tem um tino impressionante pra revelar celebridades instantâneas), o grupo lançou dois CDs, e se separou em 2005. Achou pouco? Coisa bem empregada? Eu também não! Por isso, trago o grande sucesso deles, "Você é minha prometida e eu vou gritar pra todo mundo", ou "Melô de undararê".




sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Campeões de Audiência - Parte 16

Dando início à série "BBB - Big Boy Bands" (cara, eu tou mesmo colocando isso?), taí pra vocês uma banda, digamos, "fervente": TWISTER!!!!

É um prazer reapresentar esse SULLL - CES- SO!!!?

O clipe é da música "40 Graus", de 2000. Quem quiser ver a vasta biografia da banda clicaqui. E o site é esse, e o fã-site é esse. Pronto, era só isso mesmo.



quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Humildade com H maiúsculo e dourado

"Esse é nosso melhor disco. E eu não ligo a mínima se os jornalistas, o público ou o gato da vizinha não gostaram". Liam Gallagher, da banda Oasis, sobre o novo álbum da banda.

Muito prazer, eu sou você amanhã.

E não é que são até parecidos?

Esse tá entrando no barco do Hamilton...será que vão ter o mesmo destino?

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Campeões de Audiência - parte 15

O quadro mais longevo (longevo, viu?) de Traços Esparsos, que só vem quando o blogueiro tá sem idéias em ocasiões especiais, traz de volta pra você (adaptando à linguagem radiofônica, óhr!) elas, as filhas da cantora mais esquisotérica DO BRASIL, Baby! S - N - Z !!!! Loz



Eu até ia desistir de postá-las, mas o impulso de querer ser mais bizarro resgatar esses fenômenos me levou a seguir em frente. E com esse comentário da Wikipedia, impossível não falar nas meninës:

"Separação - Em 2002, Sarah Sheeva anunciou que estaria fora do grupo para seguir a carreira evangélica". Eu juro que não sabia que ser evangélico era uma profissão (talvez seja uma profissão de fé, né?).

A música que eu monstro agora é "Retrato Imaginário", do álbum "SNZ", de 2000 (ano em que elas começaram a carreira - de cantoras).



Alguém me diz o que elas cantam no início da música! Eu só entendo "sabarabara seu solte o nero nero"...

E eu gostava dessa música...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Fãs da boa música, tremei!

Depois de Marcelo Camelo anunciar o início de sua turnê solo, e Rodrigo Amarante selar a parceria com Fabrizio Moretti, baterista do The Strokes, os hermaníacos agora têm mais uma boa notícia (e presenciam uma baita estratégia de mercado acoplada): a Sony/BMG lança, no próximo dia 29 de agosto, o CD e DVD "Los Hermanos na Fundição Progresso - 09 de Junho de 2007". O DVD traz o show completo (26 músicas) mais 5 extras. UHULLLLL!!!!

Sério, gente, rumores há de que Los Hermanos voltam ano que vem; esse CDVD que eles tão lançando talvez seja mais um indício. Mas acho muito paia esse "recesso por tempo indeterminado" se converter em uma preparação para um "retorno triunfal" (ainda que eu aguarde ansiosamente por isso). Ou parassem de vez ou continuassem aos trancos e barrancos. Espero que eles não me venham com coisas do tipo "foi impossível ficar longe". O tempo vai dizer o que virá.


Em tempo: como eu voltei a não me contentar com uma notícia só por postagem, lá vai mais uma (e essa, certamente, o sapaténho bruno vai ler com litruzylytruz de lágrimas nos olhos): KANYE WEST está confirmado como atração do Tim Festival.

E aí, Afonso, como anda a cotação dos rins no mercado negro?