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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Preço Promocional

É muito fácil comprar a nova fase de Franz Ferdinand em Tonight, novo álbum da banda


A batida da música eletrônica tem presença garantida em boa da parte das produções do pop-rock contemporâneo - que retomam muito do rock dos anos 1980. Em maior ou menor grau, as bandas do estilo acrescentam esse toque às suas composições. Com Tonight: Franz Ferdinand, a banda escocesa mostra que se agarrou de vez a essa tendência.

Tonight está pronto para invadir a boate. Extremamente dançante, não fica devendo, por exemplo, diante dos papas do novo electropop, o duo francês Justice. Confira a descrição faixa a faixa:

 - Ulysses, o primeiro single, chega sorrateiro, se esgueirando como quem nada quer. Quando você dá fé, já está pulando e cantando "Lalalalala, Ulysses, I found a new way, I found a new way".

 - Turn It On nem é das melhores, mas serve pra esquentar o clima antes da Tela de Sucessos do SBT balada.

 - No you Girls lembra Kaiser Chiefs MESMO, viu? (não me pergunte que músicas, mas lembra) Tudo bem, perdoe. Ainda tem muita coisa boa pela frente.

 - Send Him Away é traiçoeira: de início, parece ser apenas um rock comum; de repente, vem aquela reviravolta, e aí você só quer saber de juntar a galera e fazer trenzinho. E vai trenzinho, e vai trenzinho, palma, palma, hey!, hey!

 - Twilight Omens é a primeira viagem DE VERDADE do álbum. Daqueles hinos de chegar na festa cantando em coro. Nem é tão dançante, mas pode te levar às alturas. "Twilight Omens in my life" já virou meu mantra de 2009. Perfeita.

 - Bite Hard e What She Came For são aquelas músicas que você queria pra ir ao balcão da boate, pedir uma bebida lato sensu (estudante de Direito é phoda, viu?) e descansar um pouco: vai valer a pena.

 - Live Alone tem o poder hipnótico de fazer seu corpo agitar sozinho, e o som saltitante do baixo reconduz você à pista.

 - Prepare sua dancinha mais ridícula! Chegou Can´t Stop Feeling! A mais música eletrônica do álbum. Haja garganta pra gritar "Anymooooore, anymoooooore!".

 - Lucid Dreams é daquelas músicas que os gênios do synth pop e electropop dos anos 1980 - como Alphaville, Depeche Mode e New Order - bateriam e palmas e diriam: "Parabéns, vocês aprenderam a lição direitinho". Psicodelia total. E aqui eu me lembro da expressão "onipotentes sintetizadores" que eu li numa resenha da Folhateen sobre o álbum.

Cansado? Nem eu. Mas pode ir para os travesseiros verde neon do espaço lounge (vamos fingir que estamos numa badalada balada?) ouvir relaxado Dream Again e a suave Katherine Kiss Me. Pronto! Agora, pode ir embora, e até o próximo espetáculo de Franz Ferdinand.  

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Relações que mudam o mundo - Parte 2

Melhores álbuns de 2008:

Quem acompanhou ano passado, sabe que eu, assim que nem que o Noé da Arca, selecionei um par de músicas dos melhores álbuns de 2007, porque ouvia tudo ou no CPU ou no CD Player. Agora, cheguei na era mp3, posso me dar ao luxo de dizer quais os melhores ÁLBUNS COMPLETOS BAIXEGRATIS EM

Acompanhe a relação e um breve comentário:

Cansei de Ser Sexy - Donkey (pra não esquecer deles de novo XD): O jumento é bom, o homem é mau. Léguas além do álbum que tinha Alalalalalalala. Destaque para Move (*0*), Beautiful Song e Air Painter.

Hot Chip - Made In The Dark: viciante. Passei semanas e mais semanas tentando definir qual o refrão que mais grudava na minha cabeça: se era o de Ready For The Floor ou o de One Pure Thought. Destaco ainda Hold On, com aquela batida disco contagiante coisinha tão bonitinha do pai.

Moptop - Como Se Comportar: esse quase não entra na minha lista, porque eu nem sabia que era desse ano risos. Uma das melhores bandas de indie rock brasileiro, na minha opinião que conta muito. Gosto de Moptop porque eles não inventam: o rock contemporâneo tem aquele toque The Strokes na guitarra? Pois vamos lá. Tem letras ao melhor estilo aproveite-que-o-momento-é-só-um? Eis-me-aqui, Senhor! Mas também letras de amores perdidos, de caras sem rumo a seguir, cheios de conflitos internos? Ói eles aí ´tra veiz! As boas: Aonde Quer Chegar, Contramão, Como Se Comportar, Eu Avisei.

N.E.R.D - Seeing Sounds: música de mano também rolou no meu mp3. E N.E.R.D fez bonito: ele chega quebrando tudo com Everyone Nose, alivia um pouquinho com Spaz, agita de novo com Kill Joy e me mata de vez com a glamourosa You Know What (que a galere do Radiando conhece muito bem, né mesmo? fikdik). Precisa dizer mais?

Santogold - Santogold: a cantora mais black-mesmo-que-negue-até-a-morte arrebentou em seu álbum de estréia. Apesar de negra, Santogold buscou firmar seu nome como artista de pop. E, pra mim, conseguiu. You´ll Find a Way tem duas versões no álbum, mas é uma música que, até em swingueira (menos, blogueiro) fica excelente. Say Aha faz meu corpo tremer ao som da batida (nem queiram imaginar a cena lastimável de mim dançando). Creator, mesmo com as ressalvas (né, nigga brothers do nosso amado Radiando?), é contagiante. Recomendável.

The Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement: indescritível. Uma viagem pelo passado. Você pode é não saber de onde vem, mas a primeira impressão que se tem ao ouvir o projeto paralelo de Alex Turner, do Arctic Monkeys, e Miles Kane-who, do The Rascals, é que você já escutou aquele som em algum lugar so, so far away. A perfeição com que eles conseguem unir orquestras ao novo e bom rock and roll nos envolve e nos faiscina. Pra ouvir sem passar nenhuma faixa. Mas destaco: STANDING NEXT TO ME, The Chamber, Calm Like You, Only the Truth, Black Plant.

Kaiser Chiefs - Off With Their Heads: eu tinha certo pé atrás com Kaiser. Essa bicha, quando tá quente, é um horror. Geladinha até que desce. (tá, tá bom, péssima piada). Falando sério (como se eles precisassem que fôssemos sérios), esse álbum é tão bom que me levou a procurar o primeiro da banda, e a ouvir com mais atenção o segundo, que eu só gostava de Ruby e Love´s Not a Competition. O melhor dos três, no entanto, é mesmo esse de que vos falo. Curtinho, bacaninha, sem tempo pra música enche-lingüiça, inicia arrepiando com Spanish Metal, passa por Never Miss a Beat, alopra com You Want History, joga pra cima bate na palma da mão se joga com Good Days, Bad Days, emociona com Always Happens Like That, e corta o coração com Remember You´re A Girl. Show!

Little Joy - Little Joy: hermaníaco que sou (foi mal, Marcelo, mas nem deu pra te colocar aqui, cara), não podia deixar esse de fora. Mentira. Mesmo quem detesta a depressão-feliz de Los Hermanos teve que se render aos encantos de Rodrigo Amarante e novas companhias. Como se fosse recém-tirado de um filme daqueles bem antigos, que as músicas rolam naquela boa jukebox, Little Joy faz jus ao título: são realmente momentos de pequeno prazer. Destaques: Next Time Around, No One´s Better Sake, Keep Me In Mind, How To Hang a Warhol, Don´t Watch Me Dancing e Evaporar.

Marcelo D2 - A Arte Do Barulho: ah, gente, já fiz uma resenha enorme desse álbum antes. Querem mesmo que eu diga mais? Pois eu digo: ouçam à vontade. Vale a pena.

Megapuss - Surfing: difícil. Coisa de maluco mesmo. Na sensata opinião da Lígia, "parece que eles fazem questão de rir, de debochar da própria música. Parece que não se levam a sério". Mas grudam na cabeça que é uma beleza. E me fazem dar razão ao Demolidor de Sylvester Stallone: "um dia, nossas músicas preferidas serão jingles de propaganda". Destaques: Duck People, Duck Man, To The Lovin Within, Adam and Steve, Theme From Hollywood, Mister Meat e Another Mother.

Black Kids - Partie Traumatic: só me faz pensar que eu nasci na época errada. Anzoitenta come solto aqui, e eu viajo junto nesse balão. Superfantástico. Destaques: Listen to Your Body Tonight, Hurricane Jane, I´m Making Eyes At You, Love Me Already, I´ve Understimated My Charm (again).

MGMT - Oracular Spectacular: esse parece que foi mesmo o meu ano de psicodelia. Sabe aquelas músicas que você ouve indo em plenas duas horas da tarde a pé pro Teresina Shopping depois de descer na parada errada, mas que te fazem seguir em frente todo felizão? Pois MGMT operou esse milagre comigo. MGMT is WNDRFL! Destaques: Time To Pretend, Weekend Wars, The Youth, Of Moons, Birds and Monsters e Handshake.

The Killers - Day And Age: pode não ser o melhor álbum do The Killers. Mas, ainda assim, merece ser ouvido. Brandon Flowers começa desafiando o ouvinte com Losing Touch ("vá dizer pros seus amigos que eu estou perdendo o jeito"), só para enganar(mesmo com isso, é uma das melhores). Human e Spaceman tratam de desfazer essa primeira impressão. Day And Age é um tanto irregular, mas consegue nos premiar com jóias do quilate de Goodnight, And Travel Well, A Crippling Blow e Forget About What I Said. Ouça e tire suas conclusões.

Detonautas Roque Clube - O Retorno de Saturno: Sim, senhor! O rock-Malhação também tem espaço aqui. O álbum traz o mesmo título de um CD do extinto No Doubt. E mostra um Detonautas mais amadurecido, sem os exageros dos primeiros discos. A música-título, pra mim, é uma das melhores composições do rock nacional em 2008. Destaco ainda Lógica e Enquanto Houver, uma canção que faz a gente pensar até em querer lutar por esse mundo.

Bem, é isso. Falta a enorme lista de filmes. Aguardem!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ecos do Amanhã

Marcelo D2 continua a busca pela batida perfeita em A Arte do Barulho. E faz bonito.

Foto: Conticasos

Ter um transtorno-obsessivo-compulsivo não-diagnosticado é uma via de mão dupla. Por um lado, você tem que ficar conferindo n vezes se fechou, e se fechou MESMO, a porta de casa; toda placa de veículo vira operação matemática, todo tique é pouco pra você.

Por outro lado, isso faz com que você mentalize o tempo inteiro refrões e frasezinhas curtas do dia-a-dia, e descubra músicas muito boas. Foi exatamente o que me aconteceu ouvindo o refrão de "Desabafo", primeiro single do novo álbum de Marcelo D2, "A Arte do Barulho", lançado em 20 de novembro de 2008, o primeiro dele pela gravadora EMI.

O trecho a que me refiro foi retirado da música "Deixa eu dizer", faixa-título do disco da sambista Cláudia (who?), de 1973. Ivan Lins compôs o samba.

Meu mp3 com problemas tá deixando meu dedo indicador direito com calo de tanto apertar o plug do fone no buraco do bicho (mas que post mais reclamão!). Antes de ser um estorvo, isso me proporcionou escutar a suingadinha "Pode Acreditar" - que conta com a participação de Seu Jorge - só na "versão" samba. Ficou boa do mesmo jeito. E, retomando a história do TOC, ainda tem um scratch que me cativa facim, facim.

D2 faz seu retrato da sociedade - além de Desabafo, uma crítica ao mundo das celebridades do qual, ironicamente, faz parte, tem ainda "Fala Sério" e a já mencionada Pode Acreditar. Também fala do cotidiano, em "Atividade na Laje", uma parceria com seu filho, Stephan - essa é a música que tem a batida mais característica "de mano" do álbum .

O amor - do jeito que ele o entende, frise-se - aparece em "Ela Disse" (que conta com a voz de Thalma de Freitas) , "Minha Missão" (que também é uma bela mensagem de otimismo, em companhia de Roberta Sá) e "Vem Comigo Que Eu Te Levo Pro Céu", a excelente música de encerramento.

Uns dizem que Marcelo D2 é um vendido - e é mesmo, e eu também, que sou massa de manobra nas mãos da mídia de massa. Outros, que o som dele já deu o que tinha de dar, que a mistura de samba e hip hop se esgotou. Em A Arte do Barulho - lançado estrategicamente no fim do ano, certamente visando, além do público natalino, ganhar prêmios em 2009 - o músico prova que essa união ainda tem fôlego pra ir mais além.

Fique agora com o clipe de "Desabafo".

terça-feira, 29 de julho de 2008

Fãs da boa música, tremei!

Depois de Marcelo Camelo anunciar o início de sua turnê solo, e Rodrigo Amarante selar a parceria com Fabrizio Moretti, baterista do The Strokes, os hermaníacos agora têm mais uma boa notícia (e presenciam uma baita estratégia de mercado acoplada): a Sony/BMG lança, no próximo dia 29 de agosto, o CD e DVD "Los Hermanos na Fundição Progresso - 09 de Junho de 2007". O DVD traz o show completo (26 músicas) mais 5 extras. UHULLLLL!!!!

Sério, gente, rumores há de que Los Hermanos voltam ano que vem; esse CDVD que eles tão lançando talvez seja mais um indício. Mas acho muito paia esse "recesso por tempo indeterminado" se converter em uma preparação para um "retorno triunfal" (ainda que eu aguarde ansiosamente por isso). Ou parassem de vez ou continuassem aos trancos e barrancos. Espero que eles não me venham com coisas do tipo "foi impossível ficar longe". O tempo vai dizer o que virá.


Em tempo: como eu voltei a não me contentar com uma notícia só por postagem, lá vai mais uma (e essa, certamente, o sapaténho bruno vai ler com litruzylytruz de lágrimas nos olhos): KANYE WEST está confirmado como atração do Tim Festival.

E aí, Afonso, como anda a cotação dos rins no mercado negro?

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Myths Of The Near Future: Bem-vindos ao new rave klaxista


Klaxons é uma banda inglesa de Londres formada em 2005. Myths Of The Near Future, de 2007, é o primeiro e campeoníssimo álbum da banda, atual vencedor do Mercury Prize, um dos mais conceituados prêmios de música da Europa.

O nome do quarteto tem a ver com buzina (em francês, Klaxon), mas para os brasileiros, também lembra da revista-manifesto do Modernismo. Segundo comentários em rede, a exemplo dos escritores tupiniquins, os britânicos difundiram um novo estilo musical, o new rave (new wave+ música eletrônica).

Klaxons reaproveita canções boas de estilos e artistas já passados: da vertente eletrônica conhecida nos anos 1980 como synth pop, característico de Alphaville e Information Society (Two Receivers, Golden Skanks); Isle of Her lembra Space Frogs, do The Doors; eles dão também uma pisadinha na disco house (Forgotten Works).

So Above, So Below, para aqueles que são asilados por video-game há eras, recorda muito os jogos do Atari (aquele sonzim distorcido que embalava a galera feliz a jogar).

Klaxons tem uma preocupação com o atual: Atlantis to Interzone e Magick podem tocar sem susto em festas regadas a muito tecno e trance (abaixo o psy!); Four Horsemen of 2012 mergulha o ouvinte em uma outra dimensão, bem ao gosto da rapêizi que curte os jogos-futuristas-mata-tudo, como Halo.

Os ingleses trazem à tona, em plena sintonia com os escritores vanguardistas do início do século XX, viagens altamente dadaístas (Totem Of The Timeline relata um agradável encontro da banda com Júlio César, Lady Di e Madre Teresa de Calcutá).

Gravitys Rainbow só falta falar: DOWNLOAD ME NOW, BABY!

Ah, tem também uma música volta-meu-amor, pra não dizer que os caras só fazem estilo poético viajandão (a ótima It´s Not Over Yet).

Enfim, Klaxons é diversão para seu dia, é novo, é futurista. Simplesmente klaxista.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Prinzhorn Dance School - Up!Up!Up!



Lembra daquele blog-que-me-deixou-feliz que eu falei?[não?ah, tá... : ( ]. Pois é, eu descobri essa banda lá também. São britânicos de Brighton. Essa música faz parte do álbum homônimo deles, de 2007.

Antes de tudo, NÃO se parece com High School Musical, apesar do nome.

Toby Prinz, um dos cantores, lembra muito Malcom McDowell em Laranja Mecânica.

Reflete bem minha fase esquizóide, patológico-naturalista.

Um som estranho, lento, na primeira vez que se escuta é chatíssimo. Mas com carinho - e diria eu, paciência - você que gosta de um som em slow motion, minimalista, de decomposição dos instrumentos, certamente vai curtir. Estilo bom pra relaxar, lembra Björk e Primal Scream (quem?) .

Ah, Up!Up!Up! é o primeiro clipe - e single - da banda.

Pra quem quiser procurar o álbum, destaco Hamworth Sports And Leisure.


domingo, 28 de outubro de 2007

Quanto mais simplicidade, mais bela é a melodia

Colour It In, da banda inglesa The Maccabees, deve ser ouvido sem pretensões, sem grandes expectativas, não há nada de novo. É simplesmente rock

The Maccabees é uma banda que eu conheci por acaso, em um daqueles blogs-que-nos-deixam-felizes, de downloads-libera-geral. Colour It In, de 2007, é o primeiro álbum do grupo.

Não espere efeitos inesperados – exceto o som de piscina no começo da vibrante Latchmere (uma das minhas preferidas), ou muita mistura de ritmos – só um flerte com o drum´n´bass, perceptível em músicas como About Your Dress e O.A.V.I.P.

Em vez disso, baterias vigorosas – como em X-Ray, primeiro single do quinteto, e Happy Faces – baixos envolventes (All in Your Rows), e melodias emocionantes (Precious Time, First Love, Lego) permeiam Colour It In, embalado pela voz purinha de Orlando Weeks, muito parecida com a de Morrissey, do The Smiths.

As faixas mais destoantes – mas nem por isso ruins – são as de abertura – a bela quase-valsa Good Old Bill – e a de encerramento, Toothpaste Kisses – esta ao melhor estilo Somewhere Over The Rainbow, na versão de Jack Johnson.

É um álbum pra ser ouvido como quem não quer nada, diversão passageira – pouco mais de 38 minutos – porém cativante. Simples assim.

P.S:Fuçe blogs por aí q cê encontra o link pra download bunitim, ok? (eita, mais eu sou mau...mala mesmo!¬¬)

sábado, 6 de outubro de 2007

Resenha-relâmpago de Favourite Worst Nightmare, do Arctic Monkeys: Esse Álbum é um Circo


Tem música pra pirar sozinho (Brianstorm, If You Were There, Beware)

Tem música pra pirar com a rapêizi e as miguxas (Teddy Picker, Balaclava, This House Is a Circus)

Tem música pra fazer trenzim igual no filme do Máskara (D Is For Dangerous)

Tem música pra ouvir quando tá down, e sair de casa cantando felizão (Flourescent Adolescent)

Tem música pra ouvir do lado da pessoa que se gosta, e escutar ela dizendo "Nossa, amor, que música linda", mesmo que nenhum dos dois entenda o que o cara tá cantando (Only Ones Who Know)

Tem música à là The Ventures, pra surfar ouvindo ou ouvir surfando (Do Me a Favour)

Tem música pra você ver seus amigos indecisos se pulam ou se travam a língua tentando cantar (The Bad Thing)

Tem música pra dar uma pausa e ficar só acompanhando com a cabeça, afinal, aqui o álbum já te deixou meio cansado, né, meu? (Old Yellow Bricks)

Tem música praqueles dias depressivos, em que você quer fugir do mundo, mas depois de escutar, retoma as forças e segue em frente (505).

Em suma: é muito bom esse segundo disco do Arctic Monkeys!!! (que perdeu no Mercury Prize 2007 pro do Klaxons, Myths Of The Near Future, que também é bom, mas não é a coolest thing do ano. Ah! E a Lovefoxxx² do Cansei de Ser Sexy vai casar com um cara do Klaxons!Legal, neh? Yukiko?)
P.S: The Ventures é uma banda de surf-rock americana dos anos 1960,1970.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Arcade Fire - No Cars Go



Arcade Fire é uma banda canadense que eu conheci via a casa dos ava (qm disse que blog naum eh utilidade?) que me surpreendeu por ser rock, atual, antigo, norte-americano e de qualidade.

No Cars Go não é (injustamente, eu acho) um dos dois singles do novo álbum da banda, Neon Bible (são Keep The Car Running e Intervention, também ótimas), lançado em maio de 2007, mas é uma música muuito massa mesmo.

O álbum foi gravado em uma igreja comprada pelo grupo. Segundo eles, melhorava a acústica. Lá isso eu não sei. O que eu sei é que as músicas tem um tom assim de antigas, de sacras, de mórbidas, de profanas, de eternas, muito parecido com coisas dos anos 1980 (alguém aí sabe me dizer das referências desses caras? Eu voto em A-HA, Depeche Mode, Direstraits, Johnny Cash e mais gente do rock progressivo, ou do new age - new age é um achismo, o que é new age?Ah, achei! Valeu, Wikipedia! Entre outros, é o estilo da Enya, certo? Não? Então, vá pesquisar também!)

No Cars Go é viagem, meditação, agitada, mistura tudo de uma vez só. A pessoa não sabe se pula(olha a tela do cpu!), se chora, se fecha os olhos e pensa. É perfeita. Escute com a inspiração do momento e aproveite.

Good night and stay beautiful (sinto que acabei de cagar um post...)