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domingo, 19 de outubro de 2008

A Hora do Acerto

Hamilton mostra seu troféu "made in China" para Raikkonen: em 2008, saldo positivo para o inglês.
Foto: Motorsport/ Lígia

O Grande Prêmio da China de Fórmula 1 ocorreu em clima de balanço geral da temporada. Embora ainda haja o GP do Brasil, daqui a duas semanas, e a disputa pelo título esteja em aberto, os quatro pilotos que figuraram como aspirantes a campeão mundial já são dignos de análise.

Robert Kubica não teve carro nem a competência necessária para se mostrar um forte candidato ao título, mesmo tendo liderado a temporada por uma prova. A discrição, sua marca em 2008, tanto lhe rendeu excelentes performances quanto atuações apagadas. Ele foi o sexto colocado em Shanghai.

De positivo para Kubica esse ano, só o fato de perceber que a BMW-Sauber já é uma das potências da F-1, e, se melhorar o carro, pode incomodar ainda mais as gigantes Ferrari e Mclaren, ao menos na briga pelo mundial de construtores.

Kimi Raikkonen foi tão prejudicado quanto Felipe Massa pela Ferrari. Mas esse fato, por si só, não justifica o 2008 fraquíssimo do atual campeão. Até o Grande Prêmio da França, podíamos dizer que ele tinha chances reais de alcançar o bicampeonato. Depois disso, ele não demonstrou ânimo suficiente - salvo uma boa corrida aqui, outra acolá - para concorrer com os rivais em pé de igualdade. Que em 2009 ele se reencontre com a vontade de vencer.

Os deslizes da Ferrari com o brasileiro Felipe Massa, a despeito dos ocorridos com Kimi, se deram em momentos cruciais - Cingapura que o diga. Mas o piloto também cometeu suas falhas - basta lembrar da rodada na Malásia e do "balé aquático" em Silverstone. Embora fazendo uma temporada em muito superior à de 2007, Felipe precisa que aconteça um imprevisto com Lewis Hamilton para se sagrar campeão este ano.

Não que Lewis não seja capaz de repetir as trapalhadas do ano passado; mas, em 2008, ele parece menos disposto a deixar o título fugir. Além do que, só pela temporada feita, Hamilton já pode ser considerado um exemplo de superação.

O piloto da Mclaren tinha tudo para fazer um campeonato morno: a frustração de perder um título quase ganho, associado ao escândalo de espionagem envolvendo a equipe britânica, eram mais que o bastante para colocá-lo em posição de coadjuvante.

Porém, ele é abusado - beirando à falta de ética desportiva e à arrogância, frise-se. Mesmo em corridas favoráveis, em tese, à Ferrari - como a China, por exemplo - a Mclaren sempre teve um "algo a mais" para igualar, às vezes até vencer, a disputa.

Não apenas isso: a equipe prateada dispôs de Lewis como trunfo: as boas corridas (Monza é exemplo clássico), as sortes, tudo colaborou. Resultado: apesar de barbeiragens antológicas, como acertar a traseira de Raikkonen no Canadá, ele foi o piloto mais regular dentre aqueles que brigaram pelo título.

O campeonato ainda não acabou, dissemos anteriormente. Mas o passeio de Lewis na China - pole position, vitória de ponta a ponta e volta mais rápida - mostrou que ele amadureceu, e deseja de fato conquistar o título mundial. Todos foram cautelosos em Shanghai - nada de sobressaltos na largada, nem ao longo da corrida.

No entanto, apenas Lewis tinha a vantagem de 5 pontos - agora 7 - para o segundo colocado da temporada, Felipe Massa. E soube jogar com essa condição favorável. No balanço de 2008, o saldo de Lewis, restando um último ato, é positivo.

sábado, 18 de outubro de 2008

O meu sangue ferve por você

Lewis comemora a pole position: um passo à frente na luta pelo título.
Foto: G1/Reuters

Bom, hoje amanheci com as veias em estado de ebulição. Não, não aderi às drogas injetáveis. O motivo da rosa era outro. Simplesmente escolhi a terceira opção de ontem, dormir como se nada estivesse acontecendo e PERDER o treino oficial que definiu o grid de largada para o Grande Prêmio da China.
O mais dramático é que eu acordei a 20 minutos da season, mas simplesmente dormi de novo. Como esse post não era pra falar de mim, vamos ao que interessa. Lewis Hamilton foi pole, a exemplo do ano passado, com 1.36.303, seguido por Kimi Raikkonen (ponto pra Lígia) e Felipe Massa. Fernando Alonso foi o quarto, Kovalainen o quinto, e o candidato a azarão, Robert Kubica, apenas o décimo primeiro. Vale dizer que Hamilton errou na primeira volta realizada no Q3.
Amigos do blogueiro, uni-vos: vale toque, mensagem, sinal de fumaça, qualquer coisa: NÃO ME DEIXEM PERDER ESTA CORRIDA! A largada promete ser emocionante. Hoje, às 5 horas pro resto do Brasil, e às 4 horas pra nós (será mesmo?). Em todo caso, 3 e 55 da manhã já espero estar devidamente acordado, e, desta vez, de olhos bem abertos. Boa corrida!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Na madrugada a vitrola rolando um blues...

Hamilton fora da pista em 2007: vai ter dèja vù ou o inglês aprendeu a ser campeão?
Foto: G1/ Reuters

Bom, galera da Fórmula 1, amanhã, às três horas da matina, tem Treino Oficial para o Grande Prêmio da China. Como fazer? Dormir mais tarde, acordar mais cedo ou dormir como se nada estivesse para acontecer? Eu vou já pra cama, acordar cedinho...

Lewis já vem dando susto, foi o mais rápido nos treinos livres. Foi pole ano passado, e espera repetir o feito. Só não deseja ser igual em relação aos deslizes da corrida de 2007.

Já Felipe, ao menos em treinos, não tem a seu favor o retrospecto da Ferrari. A escuderia italiana conseguiu apenas uma pole position em cinco edições do GP, a de Rubens Barrichello em 2004.

Em compensação, venceu três vezes, uma com o próprio Rubinho, no mesmo ano em que foi o primeiro do grid, outra com Schumacher, em 2006, e a mais recente com Kimi Raikkonen, na arrancada rumo ao título do ano passado.

Correndo por fora, vem Robert Kubica. Ele não é essa maravilha em treinos, mas demonstra regularidade nas provas, e hoje pode contar com a ansiedade de seus rivais como arma na briga pela pole position.

Bom treino para vocês!