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"Você sabe o que eu quero dizer, não tá escrito nos outdoors. Por mais que a gente grite, o silêncio é sempre maior" (Engenheiros do Hawaii)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Little Joy - No One´s Better Sake

Lembra quando eu disse que ia falar aqui de Little Joy? Então. Little Joy é um projeto paralelo de Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos, com chances de voltarem em 2009), Fabrizio Moretti (baterista do The Strokes e ex-Drew Barrymore) e Binki Shapiro (atual Fabrizio Moretti, ex-banda nenhuma).

Amarante, Binki e Fabrizio são o Little Joy.
Foto: Rolling Stone, óhr!

O primeiro álbum do Little Joy, de mesmo nome, é de 2008. O estilo deles aproxima-se mais dos Strokes do que dos Hermanos - para alívio de uns e desespero de outros. Mas a presença de Rodrigo Amarante - que fez mais bonito do que Marcelo Camelo, ex-parceiro, em sua empreitada solo - traz para o Little Joy o lado feliz da recém-desmanchada-mais-prestes-a-voltar banda brasileira. O resultado pode ser conferido no novo clipe da banda, No One´s Better Sake (uma das minhas preferidas). Segura essa!




Clipe psicodélico para uma música que te faz sair de casa todo alegre. Excelente.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ecos do Amanhã

Marcelo D2 continua a busca pela batida perfeita em A Arte do Barulho. E faz bonito.

Foto: Conticasos

Ter um transtorno-obsessivo-compulsivo não-diagnosticado é uma via de mão dupla. Por um lado, você tem que ficar conferindo n vezes se fechou, e se fechou MESMO, a porta de casa; toda placa de veículo vira operação matemática, todo tique é pouco pra você.

Por outro lado, isso faz com que você mentalize o tempo inteiro refrões e frasezinhas curtas do dia-a-dia, e descubra músicas muito boas. Foi exatamente o que me aconteceu ouvindo o refrão de "Desabafo", primeiro single do novo álbum de Marcelo D2, "A Arte do Barulho", lançado em 20 de novembro de 2008, o primeiro dele pela gravadora EMI.

O trecho a que me refiro foi retirado da música "Deixa eu dizer", faixa-título do disco da sambista Cláudia (who?), de 1973. Ivan Lins compôs o samba.

Meu mp3 com problemas tá deixando meu dedo indicador direito com calo de tanto apertar o plug do fone no buraco do bicho (mas que post mais reclamão!). Antes de ser um estorvo, isso me proporcionou escutar a suingadinha "Pode Acreditar" - que conta com a participação de Seu Jorge - só na "versão" samba. Ficou boa do mesmo jeito. E, retomando a história do TOC, ainda tem um scratch que me cativa facim, facim.

D2 faz seu retrato da sociedade - além de Desabafo, uma crítica ao mundo das celebridades do qual, ironicamente, faz parte, tem ainda "Fala Sério" e a já mencionada Pode Acreditar. Também fala do cotidiano, em "Atividade na Laje", uma parceria com seu filho, Stephan - essa é a música que tem a batida mais característica "de mano" do álbum .

O amor - do jeito que ele o entende, frise-se - aparece em "Ela Disse" (que conta com a voz de Thalma de Freitas) , "Minha Missão" (que também é uma bela mensagem de otimismo, em companhia de Roberta Sá) e "Vem Comigo Que Eu Te Levo Pro Céu", a excelente música de encerramento.

Uns dizem que Marcelo D2 é um vendido - e é mesmo, e eu também, que sou massa de manobra nas mãos da mídia de massa. Outros, que o som dele já deu o que tinha de dar, que a mistura de samba e hip hop se esgotou. Em A Arte do Barulho - lançado estrategicamente no fim do ano, certamente visando, além do público natalino, ganhar prêmios em 2009 - o músico prova que essa união ainda tem fôlego pra ir mais além.

Fique agora com o clipe de "Desabafo".

sábado, 13 de dezembro de 2008

Campeões de Audiência - Parte 20

Campeões de Audiência agora tá servindo pra mostrar que imparcialidade e coisas inúteis e descartáveis e do passado podem andar juntas. Eu, nos meus tempos de poperon Jovem Pan que nunca deixei de ser, ouvia direto esta banda. Certeza que no Ritmo da Noite tocava uma deles. Naquela época de alts farrs, balads, gent jov, descolada, agits, com certeza tinha que ter


V E N G A B O Y S ! ! !

òi nóis chegando, chegando, chegando, chegando...

O grupo de eurodance holandês (se eu num tinha lembrado deles, ia morrer sem saber) surgiu em 1997, e lançou três álbuns, o último em 2000. Criado pelos produtores famosérrimos Wessel Van Diepen (who?) e Dennis van den Driesschen (whattaf...), o Vengaboys contava com Kim Sasabone, Denise Post-Van Rijswijk, Robin Pors e Roy den Burger como cantoras e dançarinos (não me pergunte quem é quem).

Você já deve ter ouvido esse toque em toda esquina do Brasil, e, quem sabe, até no Sabadão (que vida boa?). Fica aí com "We Like To Party", de 1998. É, aquela do "The Vengaboys is coming, and it keeps coming, and it keeps coming ´till the day it stops" (dextá que é assim mesmo, viu?).




Ah, disseram que em 2008 eles tão de volta! Diga se a Wikipeida não é uma mãe! Te S2, Wiki!