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"Você sabe o que eu quero dizer, não tá escrito nos outdoors. Por mais que a gente grite, o silêncio é sempre maior" (Engenheiros do Hawaii)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Honrando o título

Vez por outra, eu fico sem tema específico pra postar. Aí, pra dar razão de ser ao nome do blog, faço uma velha cata nos portais de notícias do munnnndo (só G1 e Folha XD). Segurem essas!:

Mendigando: Atriz de Underworld quer porque quer ser a nova Mulher-Gato - coitada, tendo Scarlett-poliamante-Johansson e Brangelina "BigLips" Jolie na disputa? Só lamento....

Aloprando: U2 vai lançar cinco versões de seu novo álbum - pocket, preto e branco, colorido, with lasers e with or without you. Cada uma...

Despedida: VHS vai parar de ser produzido. De vez. - ;_

Só agora: Little Joy vai lançar seu álbum no Brasil - pelos tempos...

Morra de inveja bem aí (ow, chapéu!) : Menina de 9 anos é a especialista em Windows mais nova do mundo - nem me incomoda. Eu, com 20 anos, já fiz muito mais coisas, tipo

Crepúsculo: Vampeta foba pelo Corinthians por causa da contratação de Ronaldo. - graaande coisa, dizem os rivais...

That´s all, folks! Cya!

P.S: perceberam os títulos à la 180º e fuxico e ego na sua fase egoa? Adaptando-me ao habitus, galerë, óhr!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Campeões de Audiência - Parte 21

Muito massa minha mente me mandou música muito memorável. Maurício Manieri Minha Menina, 1999. Medo Medo Medo >_<




Aí, o cara começou a carreira de cantor em 1997, mas já trabalhava como tecladista para caras fodaços como Double You, Alexia e Taleesa (who?) há um bom tempo. Lançou três álbuns, ganhou prêmios, e tá de volta. Mas ficou marcado por essa música?

P.S: Post-notinhas okioki. Time´s gone.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Encontros e Despedidas

Ontem eu tanto quis assistir a filmes. Consegui. Dois de uma vez só, e na Globo. Sobrevivendo ao Natal é tão leve, tão direto, tão envolvente, tão legal! Mas não vim aqui falar dele. Vim falar de um filme que me deixou realmente angustiado (tive que sair da sala algumas vezes, fiquei meio nauseado com algumas cenas): Coisas Belas e Sujas.


O filme, do diretor Stephen Frears (o mesmo de A Rainha) aborda questões como imigração ilegal e tráfico de órgãos na Inglaterra. Na história, Okwe (Chiwetel Ejiofor, de O Plano Perfeito) é um médico nigeriano que trabalha como taxista e recepcionista do Baltic Hotel, em Londres. Ele se envolve com Senay (Audrey Tautou, de Amélie Poulain, mostrando ser uma atriz bastante versátil), uma turca que é camareira no hotel. Eles se atraem por ter um ponto em comum: a esperança de sair daquele país que tanto os hostiliza.

Ao encontrar um coração humano em um vaso de um dos quartos do Baltic, Okwe se vê envolvido numa investigação para desmanchar o esquema de um traficante de órgãos sem escrúpulos (como se pudesse haver um traficante de órgãos com escrúpulos), que troca um rim por um passaporte, uma esperança de fuga para os imigrantes ilegais.

Na projeção, Frears nos mostra o cotidiano de pessoas que saem de seus países em busca de algo melhor, e se vêem metidas em situações constrangedoras para sobreviver. Humilhação, péssimos empregos são a realidade de muitos deles. Outros, mais adaptados ao "habitus" do local , fazem coisas inacreditáveis - como traficar órgãos - em busca de uma "vida boa".

Lembrei-me da palestra que assisti de Marcos Uchôa - também um estrangeiro na terra da rainha Elizabeth, mas vivendo em excelentes condições - quando ele falou da precariedade dos hospitais britânicos, cujas condições de higiene, disse o jornalista, são péssimas. Uchôa atribuiu à terceirização dos serviços de limpeza - feitos por imigrantes - as precárias condições sanitárias dos hospitais.

Coisas Belas e Sujas, mesmo carregando um pouco nas tintas - razão do meu mal-estar - apresenta um lado do mundo que a gente pode até fingir que não existe, mas está lá, todos os dias, atingindo milhares de pessoas. Para reflexão.