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"Você sabe o que eu quero dizer, não tá escrito nos outdoors. Por mais que a gente grite, o silêncio é sempre maior" (Engenheiros do Hawaii)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Evidente?

Eu também, Regina, eu também... >.<

- Em 1° de outubro de 2001 (menos de um mês depois dos ataques do 11 de setembro), Glória Perez lançou O Clone, tratando do mundo muçulmano (tá, quem atacou os EUA foram os afegãos, e a novela falava de marroquinos, africanos, mas até aqui muito pouco se havia falado do mundo muçulmano no ocidente).

Pouco tempo depois, no mundo só se falava dos muçulmanos, com foco no Oriente Médio, e livros como O Caçador de Pipas e O Livreiro de Cabul foram sucesso mundial de vendas.

- Em 14 de março de 2005, veio América. A novela retratava, entre outras coisas, a questão da imigração ilegal nos Estados Unidos, como era a vida dos imigrantes nos EUA, e tal e tal.

No mesmo ano, papocou no mundo o filme Crash!No Limite, vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2006, que retratava, entre outras coisas, a questão da imigração ilegal nos EUA, como era a vida dos imigrantes nos EUA, e tal e tal.

- Agora, vem aí Caminho das Índias, que estréia dia 19 de janeiro de 2009, falando - ó, gênio, descobri sozinho - sobre o mundo indiano, país de detergente a emergente, como o Brasil.

Hoje, um fenômeno de vendas é o indiano Salman Rushdie (mentira, foi só porque eu conheci outro dia. Faz é tempo que ele rola no mundo XD), autor de livros como "Shalimar, o equilibrista" (?).

E Slumdog Millionaire - ainda sem tradução para o português? - venceu o Globo de Ouro de 2009, com boas chances de vencer o Oscar, retratando a vida de um jovem indiano.

Tenho medo da Glória Perez. Tará ela ligada no que é TEMDEMSIA TOTAU do mundo? Disseram o Afonso por aí, segundo a Rosa (não numa página que todo mundo possa acessar... cof cof tenho twitter) que Caminho das Índias e Slumdog são o hype de 2009, o que quer que isso signifique (muito bacana esse link-explicativo, confira).

domingo, 11 de janeiro de 2009

Coragem pra conseguir vencer

Veronica Guerin, jornalista irlandesa

Até que ponto estamos dispostos a lutar por aquilo em que acreditamos? Tá, a pergunta é meio complicada para se responder assim, sem preparação (e algo séria de mais para um blog de tosquices). Mas fiquei pensando nisso quando terminei de assistir ao filme O Custo da Coragem, ontem, no Corujão.

O filme, como o título em português sugere, retrata as conseqüências das reportagens da jornalista irlandesa Veronica Guerin (Cate Blanchett). Ela denunciou, em 1994, um esquema de tráfico de drogas no país, que eram consumidas, principalmente, por pessoas até 14 anos de idade (mesmo na ficção, não foi nada legal ver uma criança injetando drogas em si mesma).

Veronica sofreu várias ameaças - que puseram em risco, inclusive, a vida da própria família - foi baleada, espancada, mas não desistiu. Ela sabia da importância, tanto profissional quanto para a sociedade, em desmanchar a quadrilha de traficantes. Conseguiu. Resultado: foi assassinada em 1996 (tá, contei o filme todo. Mas aqui o que conta é a forma como os fatos se desenrolam. Assista, okioki?). Mas atingiu seu objetivo.

Acredito que o mundo de hoje não mais seja propício para o surgimento de novos "mártires". E nem deve ser uma coisa esperada (eu mesmo não tenho coragem de morrer por uma causa. E você?). O que se espera é que não se tenha medo de correr atrás dos sonhos, não importa o quão irrealizáveis eles possam parecer (e muitos o são, de fato).

Seguir um objetivo de vida é um caminho perigoso: se, por um lado, nos faz organizar a vida em prol desta causa, por outro nos faz, em certos momentos, perder a noção. Enveredamos em situações que nos fogem do controle, voamos alto, tudo parece mais difícil. Mas penso que vale a pena.

Quero ser um jornalista insolente. Não daqueles que fazem perguntas apenas para irritar, mas que faça perguntas para buscar aquilo que há de mais profundo e verdadeiro em um fato. Quero ter a capacidade, a boa malícia de não apenas contar histórias como elas acontecem, mas de também saber o que contar, o que e como procurar o "algo a mais", o diferencial das notícias.

Veronica Guerin morreu, e deixou o exemplo. Não quero ser tão extremado. Eu preciso de muita gente, e, creio, muita gente precisa de mim vivo. Vou atrás daquilo em que acredito. Já será uma contribuição e tanto.

Se ainda tiver saco depois de ter chegado até aqui, acompanhe uma das músicas finais do filme, "Fields of Athenry":



(Se preocupe não, leitor habitual, eu volto logo pras atividades de sempre. Vem aí BBB G e Caminho das Índias. Até).

sábado, 10 de janeiro de 2009

Na Terra Das Letrinhas

Eu fiz um projeto pra mim mesmo de assistir mais à TV Brasil (cult soo cult). Até agora, não me arrependi. Ontem à tarde, até a programação infantil foi show. Primeiro, o curta "Que Horas São?" Mas o que me chamou a atenção mesmo foi o desenho "Na Terra das Letrinhas". Acompanhe:



Esse não foi beeeem ao que eu assisti, mas deu pra ter uma noção. Achei uma sacada muito massa essa de colocar as palavras no lugar dos objetos que representam. Bem ao estilo Saussure (tow dizendo que tou virando cult...).