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"Você sabe o que eu quero dizer, não tá escrito nos outdoors. Por mais que a gente grite, o silêncio é sempre maior" (Engenheiros do Hawaii)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Frankenstein Júnior

Sábado assisti no Altas Horas, pela primeira vez, a uma apresentação da banda Nove Mil Anjos. Foi tosco. Não sei que influências aqueles caras têm, mas certamente não são das melhores.

Individualmente, a gente percebe que cada um deles têm uma coisa legal pra mostrar. Champignon, ex-Charlie Brown Jr., é um dos melhores baixistas do Brasil, na minha opinião. Júnior Lima - sim, ele tem existência independente - se mostra um baterista competente e empolgado - mas duvide de uma banda em que o baterista quer aparecer mais do que o restante.

Peri Carpigiani, o vocalista, ex-Fuga-who, dá vergonha alheia com suas performances, mas talvez até segure as pontas. O tal do Peu, ex-Pitty, tinha umas tiradas bacanas como guitarrista da cantora baiana.

Agora, junte todos esses pedaços em Nove Mil Anjos, e o resultado é o monstro que você confere nesses dois vídeos:


Visionário:



Chuva Agora:



Alguém reparou na cara do integrante do Sr. Chinarro, outra banda que tava lá, nesse último vídeo?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Campeões de Audiência - Parte 22

Loucura! Loucura! Loucura! 2009 chegou chegando cheio de novidades, mas Traços Esparsos é fiel às tradições. E nem poderia ser diferente. Voltamos com Campeões de Audiência! (ow, vantagem!)

10000 Maniacs é uma banda norte-americana de 1981. Jurando a Wikipédia que eles ainda estão ativos. Nem tem ninguém que eu conheça muito conhecido. Mas em 1997 teve um de seus sucessos mais expressivos lançados, More Than This, que você confere agora:



Tô com a profunda impressão de que ali por volta de 1996, 1997, marcou minha vida profundamente. Ainda me lembro de tanta coisa!

P.S: Sou só eu ou quando ela diz "More Than This" parece ela dizendo "Mói de Chifre"?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Do nada

Los Hermanos em um dos últimos shows antes do "recesso".
Foto: G1

Los Hermanos podem voltar à ativa em março, pra abrir o show do Radiohead (e uma amiga me perguntou se eu não queria ir. Porque eu não vou mesmo.) Sinceramente, eu, como fã da banda, me senti meio paia com esse marketing de retorno.

Certo, eles, dizem alguns, foram um dos primeiros caras que foram "surpreendidos" com um álbum seu vazado na Internet, em 2003 (marketing número 1, ou seja. Quem acredita que os álbuns são vazados sem o consentimento de alguém ligado às bandas?).

Quando o Youtube já bombava, em vez de solicitarem a desativação da incorporação dos vídeos em blogs e afins, eles disponibilizavam os vídeos mais fodões e os áudios mais plus de músicas das apresentações.

Diziam-se avessos à divulgação de massa (leia televisão aberta, porque quer mais massa que a Internet?), nas entrevistas são bastante evasivos e misteriosos - para uns, um sinal de timidez e de provocação de debates sobre as respostas deles, para outros, um sinal de pedantismo e descaso - mas conseguiram reunir uma legião de seguidores, alguns beirando a alienação (eu mesmo já perdi as contas de quantas vezes ouvi músicas, assisti a vídeos e li, reli e treli coisas sobre eles).

Exatamente por isso, lembro de uma entrevista em que Rodrigo Amarante (hoje com a também ótima Little Joy), um dos músicos do Los Hermanos, disse que "achava muito esquisito ver aquelas bandas que lançaram álbuns e mais álbuns antigamente e, muito tempo depois, voltavam lançando acústicos com os grandes sucessos". Para ele, aquilo significava falta de renovação, estratégia mercadológica, e tudo mais.

Hoje, Los Hermanos, em mais uma estratégia de marketing, não se pronunciam sobre o assunto, mas tendem a voltar, depois de já terem lançado dois álbuns com os grandes sucessos, e após um "hiato por tempo indeterminado" (ou acaba ou não acaba. Nada de deixar implícito). Já gostei muito deles, sei a maioria das músicas de cor e salteado duas vezes, entendo um pouco da história deles. Mas pra mim, eles começam do zero.

Lógico que os hermaníacos de plantão não vão deixar um dos maiores fenômenos indie-Brasil dos anos 2000 darem uma de iniciantes, já vão ter público cativo. Mas o que passou, passou. Vão ter que mostrar muito gás e algo novo pra me convencerem. Serão, guardadas as devidas proporções, como uma banda de garagem sem gravadora. Surpreendam-me, Hermanos.