Foto: EFE/globoesporte.com
No mundo dos esportes, é comum alguns competidores assistirem a vídeos de performances dos adversários, para estudarem posturas, estratégias, e adaptarem sua atuação com base na dos outros. No Grande Prêmio da Austrália - o primeiro da temporada 2009 de Fórmula 1 - os pilotos deram a impressão de ter assistido a si mesmos, em busca de inspiração - ou aprendizado.
Desde 2004, a Williams deixou de figurar entre as grandes equipes. A quinta colocação de Nico Rosberg na largada - ele, que desde sua estreia em 2006, é uma promessa não-vingada - atraiu mais uma vez os holofotes para a escuderia britânica. O alemão chegou em sexto, mas parece ter algo para mostrar ainda esse ano - a exemplo de 2008.
No século XXI - e bem antes dele - a Mclaren sempre figurou como uma das grandes forças da Fórmula 1. Surpreendentemente, o novo carro da equipe se mostra mal nascido. Ainda assim, não é um monstro sem jeito. Muito graças a Lewis Hamilton - e sua sorte aliada ao talento. O atual campeão, largando em 18°, provou que 2008 lhe serve de parâmetro: chegou em 4° lugar, e herdou a terceira posição de Jarno Trulli, punido.
Para a Ferrari, lembrar de 2008 serviu para dividir os pilotos: Kimi Raikkönen vencera na mesma Austrália, e Felipe Massa abandonara. Kimi queria resgatar os sucessos; Massa, esquecer o fracasso. Não deu: ambos deixaram de completar a corrida.
Robert Kubica marcou presença na F-1 graças à regularidade e aos bons resultados, não pelo arrojo. Quando decidiu ousar, escolheu o momento errado: a 3 voltas do fim da prova, em terceiro - e bem mais rápido que Sebastian Vettel, o segundo - Kubica tentou uma ultrapassagem de risco. Resultado: Vettel deixou o carro espalhar na curva, e os dois perderam a chance de começar bem na luta pelo título. Mas restam 16 provas.
Para Rubens Barrichello e Jenson Button - da estreante-não-tão-nova Brawn Mercedes - recorrer à história foi bastante proveitoso. Haja estatísticas: 2004, última melhor posição de largada de Rubinho, o mesmo segundo lugar; 1999, última vez em que o brasileiro teve nas mãos um carro branco bom o suficiente para dar espetáculos; 2006, única vitória de Button na F-1, no GP da Hungria.
A Brawn também ganhou com isso: 1954, última vez em que uma equipe estreante - e de motor Mercedes - fez a dobradinha em um GP. Vitória de Button, com Barrichello em segundo - mesmo com péssima largada e problemas ao longo da prova.
A Brown tem 18 pontos, 12 a mais que a Mclaren, a vice-líder. Resultados impensáveis para a F-1 de 2008. Mas, como dissemos, a temporada anterior serviu de parâmetro para alguns. Outros querem redesenhar a história da categoria com tintas diferentes.
A Brown tem 18 pontos, 12 a mais que a Mclaren, a vice-líder. Resultados impensáveis para a F-1 de 2008. Mas, como dissemos, a temporada anterior serviu de parâmetro para alguns. Outros querem redesenhar a história da categoria com tintas diferentes.